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Chuvas deixam 152 famílias em abrigos no Vale do Ribeira; SP investiga desabamento

Governo estadual decreta emergência em três cidades e envia barcos e helicópteros; prefeitura de SP amplia afastamento de servidora e embarga obras

15/09/2026 às 09h23
Por: Daniel Mendes
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Divulgação: Corpo de Bombeiros/SP
Divulgação: Corpo de Bombeiros/SP

Pelo menos 152 famílias seguem em abrigos temporários na região do Vale do Ribeira, no sul do estado de São Paulo, depois que fortes chuvas atingiram a área entre sexta-feira (11) e domingo (13), provocando inundações e transbordamento de rios.

Segundo o governo estadual, três bairros de Barra do Turvo estão isolados, afetando 450 pessoas, e ao todo 19 abrigos provisórios foram montados na região e em Itapeva para receber os desalojados. 

Nesta segunda-feira (14), equipes da Defesa Civil estadual visitaram cinco comunidades quilombolas em Eldorado. As cidades de Barra do Turvo, Iporanga e Eldorado publicaram decretos de situação de emergência, medida que permite solicitar recursos estaduais e federais para ações de resposta e recuperação.

Em visita à região, o governador Tarcísio de Freitas anunciou reforço operacional com 16 barcos e dois helicópteros Águia, além de ajuda humanitária com alimentos, roupas, apoio à recuperação de estradas, envio de medicamentos, atendimento do Poupatempo para emissão de documentos e assistência a agricultores locais.

A Secretaria Estadual de Saúde enviou 159 mil frascos de hipoclorito de sódio para tratamento da água nos domicílios, além de reforço nos estoques de soro antiofídico e antitetânico, e monitora a rede assistencial de seis municípios da região.

Nas últimas 24 horas, a bacia do Ribeira de Iguape registrou média de 38,8 milímetros de chuva acumulada. Das 29 estações de monitoramento, cinco estão em extravasamento, oito em alerta, uma em emergência e cinco em atenção; as demais seguem em condição normal.

Prefeitura de SP amplia afastamento de servidora após desabamento

Na capital paulista, a Prefeitura de São Paulo ampliou de 30 para 120 dias o afastamento de uma servidora pública que havia atestado, em 2024, a conclusão da demolição de um prédio em construção que desabou na madrugada de sábado (12) sobre residências vizinhas, na Rua Tequeci, no bairro da Penha. O desabamento matou seis pessoas, cinco delas trabalhadores de origem boliviana.

Segundo nota da Prefeitura, a Controladoria-Geral do Município (CGM) determinou o embargo de todas as obras em andamento das construtoras ligadas ao desabamento, e os pedidos de alvará ainda em análise apresentados por essas mesmas empresas também foram suspensos, medida que, segundo o órgão, busca resguardar o interesse público enquanto os fatos e eventuais responsabilidades são esclarecidos.

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