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Pastor de 17 anos é apreendido por matar asfixiado homem em hotel na Paraíba

Suspeito disse ter 'fetiche sexual' antes de asfixiar a vítima e tem extensa ficha criminal

29/07/2026 às 09h42
Por: Daniel Mendes
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Reprodução: Redes Sociais
Reprodução: Redes Sociais

Um rapaz, de 17 anos, que se dizia ser 'pastor', foi apreendido por ser suspeito de matar Washington Rodrigo, 34, em um quarto de hotel em João Pessoa, na Paraíba. O crime ocorreu na última sexta-feira (24) e Washington foi encontrado já sem vida por uma camareira que fazia a limpeza do quarto.

O suspeito se apresentou à Delegacia de Polícia Civil de Caicó, no Rio Grande do Norte, sua cidade natal e que se autopromovia como 'pastor'. Ele estava acompanhado de um advogado e será transferido para João Pessoa, ficando apreendido provisoriamente, à disposição da Justiça.

De acordo com a Polícia Civil paraibana, o jovem marcou um encontro sexual com Washington. O suspeito usou uma identidade falsa para reservar o quarto de hotel. Washington chegou ao local por volta das 4h da manhã de sexta-feira. O jovem afirmou a polícia que não queria matar Washington, apenas queria deixá-lo "desacordado" para fugir do hotel.

Ainda no depoimento, o suspeito alegou que ficou receoso que a vítima pudesse expor o relacionamento entre eles e por esse motivo o atacou. De acordo com a própria versão do jovem, ele convenceu Washington a algemar as próprias mãos, posicionadas para trás do corpo e a introduzir um pano na boca.

Sob o argumento de que se tratava de um 'fetiche sexual', o jovem passou a ameaçar Washington com uma arma de airsoft e, posteriormente, asfixiou a vítima com o fio de um secador de cabelos, conforme apontou a investigação.

O suspeito já possuía uma ficha criminal extensa, com 17 boletins de ocorrência registrados contra ele pelos atos infracionais análogos aos crimes de furto qualificado, extorsão, perseguição (stalking), ameaça, violência doméstica e lesão corporal em contexto de violência doméstica.

O jovem já havia sido internado pelo menos uma vez e ficou em um estabelecimento para menores infratores no Rio Grande do Norte, no entanto, voltou a ficar em liberdade. A polícia não esclareceu a idade dele quando foi internado. Washington era morador de Bayeux, cidade da região metropolitana de João Pessoa. Era filho único e trabalhava como motorista de aplicativo.

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