
Um rapaz, de 17 anos, que se dizia ser 'pastor', foi apreendido por ser suspeito de matar Washington Rodrigo, 34, em um quarto de hotel em João Pessoa, na Paraíba. O crime ocorreu na última sexta-feira (24) e Washington foi encontrado já sem vida por uma camareira que fazia a limpeza do quarto.
O suspeito se apresentou à Delegacia de Polícia Civil de Caicó, no Rio Grande do Norte, sua cidade natal e que se autopromovia como 'pastor'. Ele estava acompanhado de um advogado e será transferido para João Pessoa, ficando apreendido provisoriamente, à disposição da Justiça.
De acordo com a Polícia Civil paraibana, o jovem marcou um encontro sexual com Washington. O suspeito usou uma identidade falsa para reservar o quarto de hotel. Washington chegou ao local por volta das 4h da manhã de sexta-feira. O jovem afirmou a polícia que não queria matar Washington, apenas queria deixá-lo "desacordado" para fugir do hotel.
Ainda no depoimento, o suspeito alegou que ficou receoso que a vítima pudesse expor o relacionamento entre eles e por esse motivo o atacou. De acordo com a própria versão do jovem, ele convenceu Washington a algemar as próprias mãos, posicionadas para trás do corpo e a introduzir um pano na boca.
Sob o argumento de que se tratava de um 'fetiche sexual', o jovem passou a ameaçar Washington com uma arma de airsoft e, posteriormente, asfixiou a vítima com o fio de um secador de cabelos, conforme apontou a investigação.
O suspeito já possuía uma ficha criminal extensa, com 17 boletins de ocorrência registrados contra ele pelos atos infracionais análogos aos crimes de furto qualificado, extorsão, perseguição (stalking), ameaça, violência doméstica e lesão corporal em contexto de violência doméstica.
O jovem já havia sido internado pelo menos uma vez e ficou em um estabelecimento para menores infratores no Rio Grande do Norte, no entanto, voltou a ficar em liberdade. A polícia não esclareceu a idade dele quando foi internado. Washington era morador de Bayeux, cidade da região metropolitana de João Pessoa. Era filho único e trabalhava como motorista de aplicativo.
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