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Anvisa amplia indicações de medicamento para câncer de mama triplo-negativo

Novas autorizações permitem o uso do sacituzumabe govitecana em tratamentos de primeira linha para pacientes adultos

10/09/2026 às 13h32
Por: João Vitor Viana
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Valter Campanato | Agência Brasil
Valter Campanato | Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou novas indicações terapêuticas para o medicamento Trodelvy, cujo princípio ativo é o sacituzumabe govitecana, utilizado no tratamento de adultos com câncer de mama triplo-negativo (CMTN). A decisão amplia as possibilidades de uso do medicamento em casos considerados mais avançados da doença.

Uma das novas indicações permite a utilização do medicamento em combinação com o pembrolizumabe como tratamento de primeira linha para pacientes adultos com CMTN irressecável, localmente avançado ou metastático, desde que os tumores apresentem expressão da proteína PD-L1. Essa proteína está presente na superfície de algumas células cancerígenas e pode interferir na resposta do sistema imunológico contra o tumor.

A segunda indicação autoriza o uso do sacituzumabe govitecana isoladamente, também como tratamento de primeira linha, para pacientes adultos com câncer de mama triplo-negativo irressecável, localmente avançado ou metastático que não sejam candidatos a terapias com inibidores de PD-1 ou PD-L1.

Segundo a Anvisa, o câncer de mama triplo-negativo é considerado um subtipo agressivo da doença, associado a um prognóstico menos favorável e a um número mais limitado de alternativas terapêuticas. Nos casos localmente avançados que não podem ser submetidos à cirurgia ou metastáticos, a doença pode apresentar progressão rápida e elevada mortalidade.

O sacituzumabe govitecana pertence à classe dos conjugados anticorpo-fármaco. O medicamento atua sobre a proteína Trop-2, encontrada na superfície das células cancerígenas, e permite que o componente quimioterápico seja direcionado para essas células.

A atualização do registro foi publicada no Diário Oficial da União na terça-feira (8). Com a decisão, o medicamento passa a contar com novas possibilidades de utilização no tratamento inicial de pacientes com câncer de mama triplo-negativo em situações específicas.

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