
A indefinição sobre a candidatura de Cleitinho ao Governo de Minas também marcou o discurso do ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, durante a convenção estadual do Republicanos. Cotado para compor a chapa como candidato a vice-governador, Falcão evitou tratar a ausência do senador como um sinal de desistência e afirmou que o partido seguirá aguardando sua decisão.
Segundo ele, ainda há tempo para a definição da candidatura e o Republicanos não pretende pressionar o senador. "Temos alguns dias ainda para decidir essa questão e nós não caminhamos até aqui em vão. A voz do povo é a voz de Deus. O povo tem colocado essa missão para o senador Cleitinho. Política é missão. Política não é desejo pessoal", declarou.
Falcão também manifestou solidariedade a Cleitinho e à família pelo momento de luto e reafirmou compromisso com o projeto político liderado pelo senador.
"Quero me solidarizar e dizer que estou com vocês até o final, para o que der e vier. Entrei nessa para estar junto com vocês e assim vamos permanecer enquanto Deus quiser", falou.
A fala ganhou ainda mais relevância porque Falcão deixou a Prefeitura de Patos de Minas para integrar a chapa majoritária do Republicanos. Com a ausência de Cleitinho na convenção e a manutenção da indefinição sobre a candidatura ao Palácio Tiradentes, o futuro da composição da chapa permanece em aberto e dependerá exclusivamente da decisão do senador.
Ao discursar para os pré-candidatos a deputado estadual e federal, Falcão defendeu que a campanha eleitoral seja conduzida com foco nos interesses da população e no fortalecimento da identidade mineira. Inspirado em uma camiseta com a frase "Alma Mineira", o ex-prefeito afirmou que Minas Gerais precisa recuperar seu protagonismo político e administrativo.
"Vamos defender Minas Gerais e levar o estado de volta ao centro das decisões, ao protagonismo que sempre teve. Façamos política com alma, com transparência, vontade e resultados", afirmou.
O ex-prefeito utilizou sua experiência à frente da administração municipal para defender uma gestão baseada na eficiência dos municípios. Ele lembrou que foi eleito e reeleito prefeito de Patos de Minas com ampla votação e encerrou o mandato com alto índice de aprovação, atribuindo os resultados a uma administração focada em entregar serviços públicos mesmo com limitações orçamentárias.
Segundo Falcão, essa lógica precisa ser levada para o Governo de Minas. Ele criticou a concentração de recursos nas esferas federal e estadual, afirmando que os municípios recebem apenas uma pequena parcela da arrecadação, embora sejam responsáveis pela maior parte dos serviços prestados diretamente à população.
Em seu discurso, também fez críticas às condições das rodovias estaduais, ao orçamento destinado ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e defendeu maior investimento na Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Emater, IEF e Hemominas. Para ele, a revisão de incentivos fiscais concedidos a empresas pode ampliar a capacidade de investimento do Estado em áreas prioritárias.
"A prioridade precisa ser o povo que mais precisa, e não quem está mais próximo do centro do poder", afirmou. "Nossos patrões são as pessoas que enfrentam o transporte coletivo todos os dias, pagam seus impostos, lutam para pagar a conta de luz, de água e o aluguel. É para elas que devemos governar", comentou.
As declarações de Falcão reforçam a estratégia do Republicanos de manter o grupo unido enquanto aguarda a decisão de Cleitinho. Mesmo sem a confirmação do candidato ao Governo de Minas, a legenda estabeleceu metas ambiciosas para as eleições de 2026: eleger seis deputados federais e cinco deputados estaduais, ampliando sua presença no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Com informações do repórter Elias Fernandes
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