
O desmatamento em florestas maduras da Mata Atlântica caiu 40% entre 2024 e 2025, alcançando o menor índice registrado em 40 anos de monitoramento. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Fundação SOS Mata Atlântica, a área devastada passou de 14.366 para 8.668 hectares no período.
É a primeira vez que a perda anual de vegetação madura fica abaixo de 10 mil hectares. Desde 2020/2021, a redução acumulada chega a 60%, segundo o 20º Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica.
Atualmente, a Mata Atlântica preserva cerca de 24% de sua cobertura original. Desse total, 12,4% correspondem às chamadas florestas maduras, áreas mais preservadas, com elevada biodiversidade e importante papel no armazenamento de carbono.
Segundo a coordenadora técnica do Atlas pelo Inpe, Silvana Amaral, os resultados confirmam uma tendência consistente de queda do desmatamento no bioma e reforçam a perspectiva de alcançar a meta de desmatamento zero.
Produzido desde 1989 pelo Inpe e pela Fundação SOS Mata Atlântica, o atlas monitora áreas preservadas em 17 estados brasileiros. Os dados contribuem para orientar políticas públicas, ações de conservação e estratégias de combate ao desmatamento.
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