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Extravasamentos levam à suspensão de minas da Vale e multa de R$ 1,7 milhão em Minas

Ocorrências em minas de Ouro Preto e Congonhas levaram à suspensão das atividades e à adoção de medidas emergenciais pelo governo estadual

29/01/2026 às 17h36
Por: Bianca Guimarães
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Foto: Divulgação / Prefeitura de Congonhas
Foto: Divulgação / Prefeitura de Congonhas

As atividades da Vale nas minas de Fábrica, em Ouro Preto, e de Viga, em Congonhas, foram suspensas pelo Governo de Minas Gerais após registros de extravasamento de água com sedimentos que causaram impactos ambientais na Região Central do estado. As ocorrências resultaram na aplicação de multas que somam R$ 1,7 milhão, conforme autuações formalizadas nesta quinta-feira (29).

De acordo com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, a infração mais grave foi registrada em Ouro Preto, onde a empresa foi multada em R$ 1,3 milhão por poluição ambiental e por não comunicar o episódio às autoridades competentes. Já em Congonhas, o escorregamento de um talude natural na Mina de Viga gerou uma segunda penalidade, no valor de R$ 400 mil, após o material ultrapassar estruturas de contenção e atingir um curso d’água local.

Segundo informações técnicas da fiscalização estadual, o extravasamento ocorrido em Ouro Preto chegou a superar em mais de 30 vezes os limites previstos em norma ambiental. O episódio aconteceu na madrugada de domingo (25), em uma cava licenciada utilizada para recebimento de rejeitos, onde falhas no sistema de drenagem provocaram o transbordamento de água e sedimentos, que avançaram pela linha de drenagem da área.

A Secretaria de Meio Ambiente determinou uma série de providências imediatas à mineradora, incluindo a limpeza das áreas afetadas, a apresentação de relatórios técnicos com a análise das causas e consequências dos eventos e, em até dez dias, a entrega de um plano de recuperação ambiental. Também foi exigido o monitoramento da qualidade da água nos pontos atingidos e o desassoreamento de estruturas de contenção utilizadas para amortecer o transporte de sedimentos.

Durante as vistorias realizadas após os episódios, a Defesa Civil de Minas Gerais informou que não houve comprometimento de barragens da empresa na região. De acordo com o órgão, todas as estruturas foram inspecionadas e permanecem estáveis, sem risco para comunidades próximas.

Em nota, a Vale afirmou que os extravasamentos foram contidos, que não houve feridos nem impacto direto às populações do entorno e que os episódios não têm relação com barragens de rejeitos. A empresa informou ainda que segue colaborando com as autoridades, apurando as causas das ocorrências e reforçando seus planos de contingência para o período chuvoso, enquanto as equipes estaduais continuam acompanhando as ações corretivas nas duas minas.

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