
Uma operação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) investiga um suposto esquema de fraude em licitações, direcionamento de contratos públicos e pagamento de propinas na Prefeitura de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais.
A ação foi deflagrada nesta quinta-feira (12) e apura irregularidades em contratos da Secretaria Municipal de Operações e Serviços Urbanos. Segundo as investigações, a propina paga no esquema pode chegar a R$ 2 milhões.
De acordo com o MPMG, o esquema envolveria fraudes em processos licitatórios para contratação de serviços de locação de máquinas, com indícios de direcionamento de editais para beneficiar empresas específicas.
As apurações indicam que medições de serviços que não teriam sido executados eram registradas para justificar pagamentos, o que possibilitaria o desvio de recursos públicos. Os contratos investigados ultrapassam R$ 37 milhões, segundo o Ministério Público.
Durante a operação, a Justiça autorizou quatro mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão.
Entre os presos estão dois servidores municipais, suspeitos de participação no esquema investigado.
As buscas ocorreram em endereços ligados aos investigados, incluindo locais vinculados à Prefeitura de Divinópolis.
Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados, como contas bancárias, veículos, imóveis, investimentos e criptoativos.
A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ligado ao Ministério Público, com apoio das polícias Civil, Militar e Penal de Minas Gerais.
Segundo o órgão, a investigação busca esclarecer a possível atuação de uma organização estruturada para fraudar licitações e desviar recursos públicos por meio de contratos firmados com o município.
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