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Dipirona para cachorro exige prescrição veterinária e cuidado com riscos da automedicação

Uso de dipirona em cães só é seguro com orientação profissional; entidades veterinárias alertam para intoxicações, efeitos colaterais e atraso no diagnóstico causados pela automedicação

12/02/2026 às 12h00
Por: Cristiane Cirilo
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Freepik
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A utilização de dipirona em cães é uma prática permitida na medicina veterinária, mas somente quando há indicação clínica e prescrição profissional. Apesar de ser um medicamento comum no uso humano, especialistas alertam que administrar dipirona para cachorro sem orientação veterinária pode gerar complicações graves à saúde do animal.

Segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), nenhum medicamento deve ser oferecido a animais sem avaliação técnica. A entidade destaca que substâncias consideradas seguras para humanos podem provocar intoxicações em cães e gatos quando utilizadas sem prescrição adequada, reforçando que sinais como dor, febre ou apatia exigem atendimento veterinário imediato.

A dipirona, também chamada de metamizol, possui ação analgésica e antitérmica e pode ser indicada em casos específicos, como dor leve a moderada e controle da temperatura corporal. Guias farmacológicos veterinários reconhecem o fármaco como alternativa terapêutica válida, desde que a dose, o intervalo e a condição clínica do animal sejam criteriosamente avaliados por um médico-veterinário.

O uso sem controle profissional, no entanto, é considerado o principal fator de risco. A Associação Brasileira de Clínicos de Pequenos Animais (Anclivepa Brasil) alerta que a automedicação em pets pode mascarar doenças graves, dificultar diagnósticos e atrasar o início do tratamento correto. A entidade também ressalta que tutores nunca devem calcular doses com base em informações da internet ou em medicamentos de uso humano.

A administração inadequada de dipirona pode causar efeitos adversos como vômitos, hipotensão, alterações renais e reações alérgicas, especialmente em animais com doenças pré-existentes ou em estado clínico debilitado. Estudos em toxicologia veterinária apontam que a segurança do medicamento está diretamente relacionada ao acompanhamento clínico e à individualização da dose.

Outro ponto de alerta envolve a substituição por outros analgésicos humanos. O CFMV reforça que medicamentos como ibuprofeno, diclofenaco e paracetamol são altamente tóxicos para cães e gatos, ampliando os riscos quando há tentativa de automedicação sem orientação profissional.

De acordo com orientações técnicas da medicina veterinária, o uso de dipirona em cães só é considerado seguro quando atende aos seguintes critérios:
- prescrição obrigatória por médico-veterinário;
- indicação clínica para dor leve a moderada ou febre;
- dose calculada conforme peso, idade e estado de saúde;
- avaliação específica em casos de doenças renais, hepáticas ou hipotensão;
- nunca como substituição ao atendimento veterinário.

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