
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Google recusou seu pedido para alterar o nome do Oceano Atlântico para “Oceano das Américas”. A declaração foi feita na quarta-feira (21), durante um comício na Carolina do Sul. Segundo Trump, o presidente-executivo da empresa, Sundar Pichai, argumentou que os oceanos abrangem diversos países e que a mudança não seria apropriada.
De acordo com relatos publicados pela imprensa internacional, Trump disse que entrou em contato diretamente com Pichai para discutir a possibilidade de alterar o nome exibido no Google Maps. A empresa não confirmou publicamente a conversa nem apresentou uma manifestação oficial sobre o relato até a publicação das primeiras notícias nesta quinta-feira (22).
A ideia de mudar o nome do Atlântico já havia sido mencionada por Trump em outubro. Durante um comício no Tennessee, no dia 10, o presidente sugeriu chamar o Oceano Atlântico ou o Pacífico de “Oceano Trump” ou “Oceano das Américas”. Na ocasião, ele afirmou que gostaria de alterar o nome de um oceano antes de deixar o cargo.
O episódio ocorre depois de mudanças na nomenclatura geográfica adotadas pelo governo Trump. Em janeiro de 2025, o presidente assinou a ordem executiva 14172, que determinou a alteração do nome do Golfo do México para “Golfo da América” para uso oficial nos Estados Unidos, além de outras medidas relacionadas a nomes geográficos.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) informou, em fevereiro de 2025, que a mudança foi incorporada à base federal de nomes geográficos. A determinação também foi refletida no Google Maps.
Em comunicado publicado em 10 de fevereiro de 2025, o Google explicou que o nome exibido no serviço varia conforme a localização do usuário: nos Estados Unidos, aparece “Golfo da América”; no México, “Golfo do México”; e, em outros países, os dois nomes são apresentados.
As alterações seguiram a política da empresa de refletir mudanças registradas em fontes oficiais do governo. Isso, porém, não significa que toda proposta presidencial de mudança de nome seja automaticamente aceita pela plataforma.
O Conselho de Nomes Geográficos dos Estados Unidos, ligado ao governo federal, padroniza a nomenclatura utilizada em documentos e publicações oficiais do país. Segundo o USGS, essa estrutura atua na uniformização de nomes geográficos para uso governamental.
No caso do Atlântico, uma eventual decisão dos Estados Unidos não obrigaria outros países a adotar a nova denominação. O nome utilizado em mapas e documentos internacionais depende também das práticas e decisões de outras autoridades e instituições.
Até o momento, não há indicação de que o Oceano Atlântico tenha sido oficialmente renomeado. A notícia se refere ao relato de Trump sobre uma conversa com o CEO do Google, e não a uma alteração formal na nomenclatura geográfica.
A proposta, portanto, permanece no campo das declarações do presidente. A recusa atribuída a Pichai também não foi confirmada publicamente pela empresa.
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