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Trump diz que Google recusou pedido para chamar Atlântico de “Oceano das Américas”

Presidente dos EUA relatou conversa com o CEO da empresa; Google não confirmou o contato, e não há registro oficial de mudança no nome do oceano

22/10/2026 às 11h37
Por: Cristiane Cirilo
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 REUTERS
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Google recusou seu pedido para alterar o nome do Oceano Atlântico para “Oceano das Américas”. A declaração foi feita na quarta-feira (21), durante um comício na Carolina do Sul. Segundo Trump, o presidente-executivo da empresa, Sundar Pichai, argumentou que os oceanos abrangem diversos países e que a mudança não seria apropriada.

De acordo com relatos publicados pela imprensa internacional, Trump disse que entrou em contato diretamente com Pichai para discutir a possibilidade de alterar o nome exibido no Google Maps. A empresa não confirmou publicamente a conversa nem apresentou uma manifestação oficial sobre o relato até a publicação das primeiras notícias nesta quinta-feira (22).

A ideia de mudar o nome do Atlântico já havia sido mencionada por Trump em outubro. Durante um comício no Tennessee, no dia 10, o presidente sugeriu chamar o Oceano Atlântico ou o Pacífico de “Oceano Trump” ou “Oceano das Américas”. Na ocasião, ele afirmou que gostaria de alterar o nome de um oceano antes de deixar o cargo. 

Google já mudou nomes em seus mapas

O episódio ocorre depois de mudanças na nomenclatura geográfica adotadas pelo governo Trump. Em janeiro de 2025, o presidente assinou a ordem executiva 14172, que determinou a alteração do nome do Golfo do México para “Golfo da América” para uso oficial nos Estados Unidos, além de outras medidas relacionadas a nomes geográficos.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) informou, em fevereiro de 2025, que a mudança foi incorporada à base federal de nomes geográficos. A determinação também foi refletida no Google Maps.

Em comunicado publicado em 10 de fevereiro de 2025, o Google explicou que o nome exibido no serviço varia conforme a localização do usuário: nos Estados Unidos, aparece “Golfo da América”; no México, “Golfo do México”; e, em outros países, os dois nomes são apresentados.

As alterações seguiram a política da empresa de refletir mudanças registradas em fontes oficiais do governo. Isso, porém, não significa que toda proposta presidencial de mudança de nome seja automaticamente aceita pela plataforma.

Mudança de nome não seria mundial

O Conselho de Nomes Geográficos dos Estados Unidos, ligado ao governo federal, padroniza a nomenclatura utilizada em documentos e publicações oficiais do país. Segundo o USGS, essa estrutura atua na uniformização de nomes geográficos para uso governamental.

No caso do Atlântico, uma eventual decisão dos Estados Unidos não obrigaria outros países a adotar a nova denominação. O nome utilizado em mapas e documentos internacionais depende também das práticas e decisões de outras autoridades e instituições.

Até o momento, não há indicação de que o Oceano Atlântico tenha sido oficialmente renomeado. A notícia se refere ao relato de Trump sobre uma conversa com o CEO do Google, e não a uma alteração formal na nomenclatura geográfica.

A proposta, portanto, permanece no campo das declarações do presidente. A recusa atribuída a Pichai também não foi confirmada publicamente pela empresa.

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