
Caixas de iPhones e embalagens de perfumes de luxo foram vistas flutuando nas águas do Estreito de Ormuz após o naufrágio do cargueiro GFS Pride, ocorrido em meio à escalada de ataques contra embarcações comerciais na região. Vídeos divulgados nos últimos dias mostram pequenas embarcações se aproximando dos produtos espalhados pelo mar e pessoas recolhendo mercadorias.
O navio, de bandeira de Singapura, afundou em 13 de outubro após ser atingido por um projétil e pegar fogo, segundo informações de autoridades marítimas. Os 21 tripulantes foram retirados em segurança, sem registro de feridos, de acordo com a Autoridade Marítima e Portuária de Singapura.
Vídeos mostram mercadorias espalhadas pelo mar
As imagens que circulam nas redes sociais mostram caixas de celulares e embalagens de perfumes nas proximidades do local do naufrágio. Também há registros de pequenas embarcações recolhendo itens que ficaram à deriva.
No entanto, não foi possível confirmar de forma independente a origem, a data e o contexto de todos os vídeos. Também não há confirmação oficial sobre a quantidade de produtos perdidos ou sobre o valor total da carga.
Causa do naufrágio é motivo de divergência
O governo iraniano afirmou que o GFS Pride afundou após atingir uma mina naval enquanto navegava por uma rota que classificou como não autorizada no Estreito de Ormuz.
Já informações de autoridades marítimas apontam que a embarcação foi atingida por um projétil antes de pegar fogo e afundar. Até o momento, as versões sobre a causa exata do incidente não foram totalmente esclarecidas.
Ataques ampliam riscos à navegação comercial
O naufrágio ocorre em meio ao aumento das ofensivas contra navios que transitam pelo Estreito de Ormuz, passagem estratégica entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã. A rota tem importância para o comércio internacional, especialmente para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito.
Segundo a Organização Marítima Internacional (IMO), o GFS Pride está entre as embarcações que afundaram na região durante a escalada dos ataques. Outro cargueiro, o Cape Dao, também naufragou após um ataque anterior, que deixou um tripulante morto.
A sequência de incidentes aumenta as preocupações com a segurança das tripulações, a continuidade do transporte marítimo e os impactos sobre o comércio global.
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