19°C 26°C
Belo Horizonte, MG
Publicidade

Anvisa alerta para riscos da ashwagandha, suplemento popularizado no TikTok

Produto tem sido divulgado para aliviar sintomas da perimenopausa, mas não é autorizado como suplemento alimentar no Brasil; agência alerta para possíveis danos à saúde

22/10/2026 às 10h55
Por: Cristiane Cirilo
Compartilhe:
MyHerb/ Pixabay
MyHerb/ Pixabay

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou o alerta sobre a ashwagandha, uma erva de origem asiática que ganhou popularidade nas redes sociais, especialmente no TikTok, por promessas de relaxamento e alívio dos sintomas da perimenopausa. A substância não está autorizada como ingrediente de suplementos alimentares no Brasil, e a fabricação, a comercialização, a distribuição e o uso desses produtos são proibidos no país.

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (22), a agência chamou a atenção para os riscos do consumo de produtos sem autorização sanitária. Entre os casos citados está o de uma mulher britânica que sofreu falência do fígado, paradas cardíacas e danos cerebrais graves após utilizar o produto.

A Anvisa não informou, no material divulgado, detalhes que permitam estabelecer se a ashwagandha foi a única responsável pelos problemas de saúde relatados. O caso, porém, foi utilizado para reforçar a necessidade de cautela com suplementos divulgados nas redes sociais.

A agência destaca que produtos desse tipo precisam seguir as regras sanitárias brasileiras e utilizar apenas ingredientes autorizados. A popularidade de uma substância na internet ou a divulgação de relatos positivos de consumidores não garantem sua segurança nem comprovam benefícios terapêuticos.

O que é a ashwagandha?

A ashwagandha é uma planta utilizada tradicionalmente em práticas medicinais asiáticas. Nas redes sociais, o produto tem sido apresentado como uma alternativa para relaxamento e para lidar com sintomas associados à perimenopausa, período de transição que antecede a menopausa.

A divulgação de suplementos com promessas de benefícios à saúde, no entanto, exige atenção. Segundo a Anvisa, é proibido atribuir a suplementos alimentares propriedades de cura, tratamento ou prevenção de doenças.

No Brasil, a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 243/2018 estabelece regras para a composição e a comercialização desses produtos. A regulamentação determina quais ingredientes podem ser utilizados e define os requisitos para que suplementos sejam considerados seguros dentro das condições autorizadas.

Suplementos não são necessários para todas as pessoas

A Anvisa explica que suplementos alimentares podem ajudar a complementar a ingestão de nutrientes em situações específicas, mas não são necessários para toda a população.

A decisão de utilizar esses produtos deve considerar fatores como as condições de saúde, a alimentação e a prática de atividade física. A orientação de profissionais de saúde é importante para avaliar a necessidade de suplementação, a escolha do produto e a quantidade adequada.

A agência também alerta que os riscos não estão restritos a produtos irregulares. Mesmo suplementos legalizados podem causar danos quando utilizados em doses inadequadas ou sem considerar as necessidades individuais.

Como evitar riscos

Antes de consumir um suplemento, a recomendação é verificar se o produto e seus ingredientes estão autorizados, além de seguir as orientações e advertências presentes no rótulo. Produtos divulgados na internet com promessas de resultados rápidos ou de tratamento para doenças merecem atenção redobrada.

A Anvisa orienta que a suplementação seja feita com acompanhamento profissional, quando necessária. No caso da ashwagandha, o alerta é para que os consumidores não utilizem o produto como suplemento alimentar no Brasil, já que seu uso nessa categoria não é autorizado pela agência.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.