
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou o alerta sobre a ashwagandha, uma erva de origem asiática que ganhou popularidade nas redes sociais, especialmente no TikTok, por promessas de relaxamento e alívio dos sintomas da perimenopausa. A substância não está autorizada como ingrediente de suplementos alimentares no Brasil, e a fabricação, a comercialização, a distribuição e o uso desses produtos são proibidos no país.
Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (22), a agência chamou a atenção para os riscos do consumo de produtos sem autorização sanitária. Entre os casos citados está o de uma mulher britânica que sofreu falência do fígado, paradas cardíacas e danos cerebrais graves após utilizar o produto.
A Anvisa não informou, no material divulgado, detalhes que permitam estabelecer se a ashwagandha foi a única responsável pelos problemas de saúde relatados. O caso, porém, foi utilizado para reforçar a necessidade de cautela com suplementos divulgados nas redes sociais.
A agência destaca que produtos desse tipo precisam seguir as regras sanitárias brasileiras e utilizar apenas ingredientes autorizados. A popularidade de uma substância na internet ou a divulgação de relatos positivos de consumidores não garantem sua segurança nem comprovam benefícios terapêuticos.
A ashwagandha é uma planta utilizada tradicionalmente em práticas medicinais asiáticas. Nas redes sociais, o produto tem sido apresentado como uma alternativa para relaxamento e para lidar com sintomas associados à perimenopausa, período de transição que antecede a menopausa.
A divulgação de suplementos com promessas de benefícios à saúde, no entanto, exige atenção. Segundo a Anvisa, é proibido atribuir a suplementos alimentares propriedades de cura, tratamento ou prevenção de doenças.
No Brasil, a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 243/2018 estabelece regras para a composição e a comercialização desses produtos. A regulamentação determina quais ingredientes podem ser utilizados e define os requisitos para que suplementos sejam considerados seguros dentro das condições autorizadas.
A Anvisa explica que suplementos alimentares podem ajudar a complementar a ingestão de nutrientes em situações específicas, mas não são necessários para toda a população.
A decisão de utilizar esses produtos deve considerar fatores como as condições de saúde, a alimentação e a prática de atividade física. A orientação de profissionais de saúde é importante para avaliar a necessidade de suplementação, a escolha do produto e a quantidade adequada.
A agência também alerta que os riscos não estão restritos a produtos irregulares. Mesmo suplementos legalizados podem causar danos quando utilizados em doses inadequadas ou sem considerar as necessidades individuais.
Antes de consumir um suplemento, a recomendação é verificar se o produto e seus ingredientes estão autorizados, além de seguir as orientações e advertências presentes no rótulo. Produtos divulgados na internet com promessas de resultados rápidos ou de tratamento para doenças merecem atenção redobrada.
A Anvisa orienta que a suplementação seja feita com acompanhamento profissional, quando necessária. No caso da ashwagandha, o alerta é para que os consumidores não utilizem o produto como suplemento alimentar no Brasil, já que seu uso nessa categoria não é autorizado pela agência.
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