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Ministério da Saúde amplia indicação da vacina contra HPV para crianças vítimas de violência sexual

Vacina passa a ser indicada a partir dos 2 anos; medida considera aumento dos registros de violência sexual entre menores de 9 anos

17/09/2026 às 11h43
Por: Cristiane Cirilo
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O Ministério da Saúde passou a recomendar a vacinação contra o HPV para crianças a partir dos 2 anos que tenham sido vítimas de violência sexual. A mudança está prevista em uma nota técnica publicada nesta semana pela pasta.

Até então, a indicação da vacina para vítimas de violência sexual abrangia pessoas de 9 a 45 anos. Com a nova orientação, crianças mais novas também passam a ter acesso à imunização nesse contexto.

Segundo o Ministério da Saúde, a ampliação considera a maior vulnerabilidade das crianças expostas à violência sexual e o aumento dos registros de casos entre menores de 9 anos.

Dados citados na nota técnica mostram que as notificações de violência sexual contra crianças de 0 a 4 anos mais que quadruplicaram entre 2014 e 2024. O número passou de 1.671 para 7.845 registros no período.

Entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos, as notificações passaram de 6.594 para 29.135. Já entre adolescentes de 15 a 19 anos, os registros aumentaram de 1.632 para 6.869.

A vacinação contra o HPV é uma das medidas de prevenção contra a infecção pelo vírus, que pode provocar verrugas e lesões e está relacionada ao desenvolvimento de diferentes tipos de câncer.

Entre os tumores associados ao HPV estão os de colo do útero, pênis, vulva, vagina, canal anal e orofaringe.

O Ministério da Saúde destaca que a violência sexual durante a infância pode aumentar a exposição a infecções sexualmente transmissíveis. A pasta também aponta que uma parcela das vítimas pode sofrer novas situações de violência, o que amplia a possibilidade de exposição ao vírus.

A mudança na recomendação faz parte das estratégias de prevenção e cuidado de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. A vacinação deve ser avaliada dentro do atendimento de saúde oferecido à vítima, seguindo as orientações dos profissionais e dos protocolos do sistema de saúde.

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