
O Bolsa Família terá um reajuste de 15% a partir de outubro, elevando o valor mínimo pago às famílias beneficiárias para R$ 691. O decreto que atualiza os valores foi assinado nesta quinta-feira (17) e publicado em edição extra do Diário Oficial da União. A medida entra em vigor na data da publicação, mas os efeitos financeiros começam em 1º de outubro de 2026.
A correção corresponde à variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026. Segundo o governo, a atualização tem como objetivo preservar o poder de compra das famílias atendidas pelo programa diante da inflação registrada no período.
Com o reajuste, o valor médio do Bolsa Família também será elevado. O pagamento médio, que atualmente está em cerca de R$ 675, passará para R$ 777 por família, um aumento nominal próximo de R$ 100.
Reajuste acompanha inflação
De acordo com o governo, a atualização dos valores está prevista na legislação do próprio Bolsa Família e busca evitar que a inflação reduza o poder de compra das famílias beneficiárias.
Durante a cerimônia, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a reposição dos valores também busca contribuir para evitar perdas que possam afetar o acesso das famílias mais vulneráveis à alimentação.
Impacto no orçamento do programa
O governo também apresentou projeções para 2027. Segundo Durigan, o Bolsa Família deverá representar entre 1,2% e 1,25% do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano. O percentual projetado fica abaixo do patamar de aproximadamente 1,5% do PIB observado na transição entre 2022 e 2023, de acordo com os dados apresentados durante a cerimônia.
Com a mudança, os novos valores começam a ser considerados nos pagamentos realizados pelo programa a partir de outubro de 2026.
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