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Robert Redford morre aos 89 anos em Utah; ator deixa legado no cinema

Astro de Hollywood, vencedor do Oscar e fundador do Sundance, morreu em sua casa nas montanhas de Utah; causa da morte não foi divulgada

16/09/2026 às 17h52
Por: João Vitor Viana
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Robert Redford, um dos nomes mais importantes da história de Hollywood, morreu nesta terça-feira (16), aos 89 anos. A informação foi confirmada por sua assessora, Cindi Berger. Segundo a representante, o ator, diretor e produtor morreu em sua casa, localizada no complexo de Sundance, nas montanhas de Utah, nos Estados Unidos, cercado por familiares e pessoas próximas.

A causa da morte não foi divulgada oficialmente. A informação divulgada pela família é que Redford morreu durante o sono. Até o momento, não há confirmação pública de uma doença específica como causa do falecimento.

Nascido em 18 de agosto de 1936, em Santa Monica, na Califórnia, Redford começou a carreira artística no teatro e na televisão antes de chegar ao cinema. Seu primeiro filme foi “War Hunt”, de 1962, mas a projeção internacional veio principalmente a partir da década de 1960, com trabalhos como “Descalços no Parque” (1967), ao lado de Jane Fonda.

Entre seus principais trabalhos como ator estão “Butch Cassidy and the Sundance Kid” (1969), em que contracenou com Paul Newman; “Golpe de Mestre” (1973); “O Grande Gatsby” (1974); “Todos os Homens do Presidente” (1976); “O Expresso de Chicago” (1976); “Entre Dois Amores” (1985) e “Proposta Indecente” (1993). Também atuou em produções como “All Is Lost” (2013), “Nossas Almas à Noite” (2017) e “O Velho e a Arma” (2018), anunciado por ele como seu último grande papel no cinema.

Redford também construiu uma carreira de destaque atrás das câmeras. Sua estreia como diretor ocorreu em “Gente como a Gente” (Ordinary People), de 1980, drama que venceu o Oscar de melhor filme e rendeu a Redford o prêmio de melhor diretor. O trabalho marcou uma nova etapa de sua carreira e consolidou sua atuação como cineasta.

Como diretor, também comandou filmes como “O Encantador de Cavalos” (1998), “Quiz Show – A Verdade dos Bastidores” (1994), “Um Lugar na Plateia”, além de “Leões e Cordeiros” (2007) e “Conspiração Americana” (2010). Ao longo da carreira, Redford alternou trabalhos comerciais com projetos de menor orçamento e voltados ao cinema independente.

Fora das telas, seu maior legado foi a criação do Sundance Institute e a consolidação do Festival de Cinema de Sundance como uma das principais vitrines do cinema independente mundial. A iniciativa nasceu da preocupação de Redford com o espaço limitado dado pelos grandes estúdios a novos cineastas e histórias fora do circuito comercial. O instituto afirma que sua atuação ajudou a transformar o cenário do cinema independente nos Estados Unidos e em outros países.

Ao longo de sua trajetória, Redford recebeu diversas homenagens, incluindo um Oscar honorário, em 2002, e a Medalha Presidencial da Liberdade, concedida pelo então presidente Barack Obama, em 2016. Além do cinema, também ficou conhecido por sua atuação em defesa de causas ambientais. A morte encerra uma carreira de mais de seis décadas, marcada por grandes papéis diante das câmeras, pelo trabalho como diretor e pela influência no fortalecimento do cinema independente.

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