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Trump critica combate do Brasil ao PCC e ao Comando Vermelho em documento enviado ao Congresso dos EUA

Presidente americano afirma que facções transformaram o país em centro de fluxos globais de cocaína; Brasil não aparece entre os países classificados como tendo falhado no combate às drogas

17/09/2026 às 08h00
Por: Cristiane Cirilo
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REUTERS/Elizabeth Frantz/Proibida reprodução
REUTERS/Elizabeth Frantz/Proibida reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a atuação do governo brasileiro contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) em um documento enviado na terça-feira (15) ao Congresso americano. A manifestação integra a avaliação anual dos Estados Unidos sobre países relacionados à produção e ao trânsito de drogas ilícitas.

Segundo Trump, o governo brasileiro não teria conseguido enfrentar as duas organizações, que foram classificadas pelos Estados Unidos como Organizações Terroristas Estrangeiras. O presidente americano afirmou ainda que as facções teriam contribuído para transformar o Brasil em um centro de circulação internacional de cocaína.

A classificação de PCC e CV como organizações terroristas pelos Estados Unidos entrou em vigor em junho deste ano. A medida permite ao governo americano ampliar sanções e outras ações contra integrantes e pessoas ou entidades associadas aos grupos.

O governo brasileiro contestou a decisão na época e defendeu que o combate às organizações criminosas deve ser conduzido pelo país, com cooperação internacional e respeito à soberania nacional.

Apesar das críticas, o Brasil não está entre os países que o documento americano aponta como tendo “falhado de maneira demonstrável” em cumprir compromissos internacionais de combate às drogas. Essa classificação foi atribuída a Afeganistão, Bolívia, Mianmar e Colômbia.

O Brasil também não aparece na relação dos 23 países identificados pelos Estados Unidos como principais pontos de produção ou trânsito de drogas ilícitas para o território americano. A lista inclui países como México, Colômbia, Venezuela, Peru, Equador, Bolívia e China.

O documento enviado por Trump faz avaliações individuais sobre diferentes governos e também registra elogios e críticas relacionados à cooperação no combate ao narcotráfico.

A manifestação ocorre no âmbito da chamada “Major’s List”, apresentada pelo presidente americano ao Congresso em 15 de setembro. Segundo a Casa Branca, a relação reúne países considerados relevantes para a produção ou transporte de drogas ilícitas destinadas aos Estados Unidos.

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