
Um vídeo que mostra um homem agredindo e arrastando uma criança pelo chão dentro de uma residência no Guasmo Sur, em Guayaquil, no Equador, provocou indignação nas redes sociais. As imagens foram registradas na noite de sexta-feira (11) e começaram a circular amplamente no sábado (12) de setembro de 2026. Para ver o vídeo, clique aqui. O vídeo foi borrado propositalmente.
No vídeo, que viralizou, o homem aparece gritando com a menina, puxando-a pelo corpo e desferindo agressões enquanto outras pessoas estão no imóvel. Segundo informações divulgadas pela imprensa equatoriana, o agressor é o padrasto da criança, que tem 9 anos. O caso ocorreu em uma residência da região sul de Guayaquil.
Após a repercussão das imagens, a Polícia Nacional do Equador iniciou buscas e conseguiu localizar o suspeito. Carlos Iván Q. A., de 32 anos, foi detido no sábado (12) e levado à autoridade judicial. O comandante da Zona 8 da Polícia, Walter Villarroel, afirmou que o homem também teria agredido a mãe da menina.
A situação da criança passou a ser acompanhada pelas autoridades de proteção. A menina e a mãe foram colocadas em segurança e encaminhadas para avaliações médicas. O Ministério de Desenvolvimento Humano informou que equipes realizaram um levantamento das condições familiares e passaram a oferecer acompanhamento psicológico e medidas destinadas a garantir um ambiente protetivo para a criança.
A Justiça equatoriana determinou que Carlos Iván Q. A. cumpra 40 dias de prisão por uma contravenção relacionada à violência de gênero. A audiência ocorreu sob sigilo por envolver uma vítima menor de idade, e o processo foi encaminhado a um juízo especializado em violência de gênero.
O homem foi posteriormente transferido para uma unidade prisional em Esmeraldas, onde passou a cumprir a pena. O governo equatoriano confirmou o traslado e afirmou que o suspeito permaneceria preso após a repercussão do caso.
Além da agressão contra a criança, reportagens apontaram que o homem já havia sido alvo de questionamentos relacionados à violência doméstica. Uma ex-companheira apresentou uma ação na Justiça envolvendo pensão alimentícia e relatou ter sofrido agressões físicas e psicológicas durante o relacionamento.
Apesar dos relatos de familiares de que as agressões contra a menina poderiam ser recorrentes, registros consultados pela imprensa não apontavam denúncias anteriores contra Carlos Q. na Fiscalía. As autoridades continuam acompanhando a situação familiar e adotando medidas de proteção para a criança.
O caso ganhou repercussão nacional no Equador depois que as imagens foram compartilhadas nas redes sociais. A divulgação do vídeo levou à rápida identificação e prisão do suspeito, além da mobilização de órgãos policiais, judiciais e de assistência social para proteger a menor.
Mín. 18° Máx. 23°