
As escolas da rede municipal de Belo Horizonte passam a contar com uma política voltada ao ensino de robótica, tecnologia educacional e letramento digital. A Lei 12.127, publicada nesta sexta-feira (11) no Diário Oficial do Município, estabelece diretrizes para ampliar o uso de recursos tecnológicos no processo de aprendizagem.
A norma prevê a implantação de oficinas e projetos de robótica e tecnologia nas escolas, além da disponibilização de kits e outros equipamentos destinados principalmente ao ensino fundamental.
Entre os objetivos está a redução das desigualdades educacionais por meio do acesso às tecnologias digitais. A lei estabelece prioridade para unidades localizadas em regiões socialmente vulneráveis.
A política prevê a criação de espaços destinados à experimentação e à aprendizagem prática com tecnologia. As atividades deverão utilizar metodologias interdisciplinares e acessíveis, integrando diferentes áreas do conhecimento.
A aquisição de kits de robótica e demais equipamentos deverá levar em conta critérios como segurança, durabilidade e adequação às atividades pedagógicas.
A proposta também estabelece o desenvolvimento de competências como raciocínio lógico, criatividade, pensamento crítico e capacidade de solucionar problemas.
A nova política inclui a formação continuada de profissionais da educação para o uso pedagógico, crítico e ético de tecnologias digitais e ferramentas de robótica.
A ideia é que os recursos tecnológicos sejam incorporados às atividades escolares não apenas como ferramentas técnicas, mas também como instrumentos de aprendizagem em diferentes disciplinas.
A lei prevê ainda a possibilidade de parcerias com universidades, centros de pesquisa, instituições públicas e privadas e organizações da sociedade civil para apoiar a implementação das ações.
A iniciativa foi apresentada pelo vereador Helton Junior (PSD) em conjunto com outros oito parlamentares: Arruda (Republicanos), Cleiton Xavier (União), Helinho da Farmácia (PSD), Irlan Melo (PL), Lucas Ganem (MDB), Maninho Félix (PSD), Trópia (Novo) e Wagner Ferreira (Rede).
Na justificativa do projeto, os autores argumentaram que o domínio de tecnologias digitais passou a ser uma competência relevante para a vida profissional, a cidadania e a autonomia dos estudantes.
Com a publicação da Lei 12.127, Belo Horizonte passa a ter diretrizes específicas para o uso de robótica e tecnologias educacionais na rede municipal, com a proposta de ampliar o acesso dos alunos a essas ferramentas e reduzir diferenças de oportunidades entre as escolas.
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