
Adalton Martins Gomes se tornou réu pelo feminicídio da estudante Giovanna Neves Santana Rocha, encontrada morta em fevereiro no apartamento onde morava, na Savassi, região Centro-Sul de Belo Horizonte. A Justiça também manteve a prisão preventiva do acusado, que está detido desde maio.
A denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) foi recebida pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte. Com a decisão, tem início a ação penal. A defesa terá prazo de dez dias para apresentar resposta à acusação.
Giovanna foi encontrada morta em 9 de fevereiro. Inicialmente, a morte chegou a ser tratada como possível suicídio, após investigadores encontrarem caixas de medicamentos espalhadas pelo apartamento.
A hipótese mudou após a conclusão dos exames periciais. O laudo de necropsia apontou que a estudante morreu por asfixia mecânica decorrente de sufocação direta, com obstrução das vias aéreas provocada por ação externa.
Exames toxicológicos também não foram considerados compatíveis com uma morte provocada por overdose, segundo a investigação.
A Polícia Civil passou a investigar Adalton Martins Gomes como principal suspeito. Imagens do circuito de segurança do condomínio registraram a saída dele do prédio na manhã em que Giovanna foi encontrada morta.
Uma testemunha afirmou aos investigadores que nenhuma outra pessoa entrou no apartamento entre a saída do suspeito e a chegada da amiga que encontrou o corpo.
Segundo a investigação, Adalton teria enviado mensagens de áudio a uma amiga da vítima nas quais afirmou que Giovanna havia morrido em seus braços enquanto os dois dormiam.
A Polícia Civil também apurou a possibilidade de que a cena da morte tenha sido alterada para sustentar inicialmente a hipótese de suicídio.
Ainda de acordo com as investigações, Adalton havia iniciado um relacionamento com Giovanna em outubro de 2025 e passou a morar no apartamento dela pouco tempo depois.
Testemunhas relataram mudanças no comportamento da estudante após o início do relacionamento e mencionaram situações de isolamento e vulnerabilidade emocional. A investigação também levantou suspeitas de controle e violência psicológica em relacionamentos anteriores atribuídos ao acusado.
A abertura da ação penal não representa condenação. Adalton Martins Gomes responderá ao processo e terá direito à defesa e ao contraditório durante a tramitação do caso.
O processo tramita sob o número 5051990-25.2026.8.13.0024.
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