
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou, até o dia 27 de agosto, 36 casos e 11 mortes por febre maculosa no estado, doença transmitida pela picada do carrapato-estrela infectado pela bactéria Rickettsia rickettsii.
Apesar do número de óbitos, o órgão informa que a quantidade de novas notificações permanece dentro do esperado para a época do ano, e mantém monitoramento diário dos casos em investigação.
Um dos focos de atenção é o município de Jeceaba, na região Central do estado, que decretou alerta sanitário. A SES-MG confirmou uma morte pela doença na cidade e apura outros dois óbitos suspeitos, enquanto a prefeitura local contabiliza dois óbitos confirmados e um em investigação. A Unidade Regional de Saúde de Barbacena acompanha o caso junto ao município.
Comparado aos anos anteriores, o cenário de 2026 mostra queda no número de registros: em 2025, foram 48 casos e sete mortes; em 2024, 95 casos e quatro óbitos; e em 2023, 90 casos com 20 mortes, o ano de maior letalidade da série histórica recente.
A secretaria destacou ainda que a doença atinge principalmente pessoas entre 41 e 60 anos, com maior incidência entre homens, e que a taxa média de letalidade em Minas Gerais gira em torno de 30%.
A SES-MG realiza emissão de alertas epidemiológicos, capacitação de equipes de vigilância e monitoramento ambiental de áreas de risco, em parceria com a Fundação Ezequiel Dias (Funed) e secretarias municipais de Saúde.
Prevenção e tratamento
Segundo o órgão, a principal forma de prevenção é evitar contato com o carrapato-estrela em locais com presença de cavalos, capivaras e cães, tais como pastos, parques e margens de rios.
A recomendação inclui uso de repelente à base de icaridina, roupas claras e compridas, calçados fechados e inspeção periódica do corpo para remoção cuidadosa de carrapatos, preferencialmente com pinça.
Manter pastos e áreas públicas limpos, além de aplicar carrapaticidas em animais domésticos e de criação, também ajuda a reduzir o risco. O tratamento da febre maculosa é feito com antimicrobianos disponíveis pelo SUS e deve começar o quanto antes, já que o início precoce reduz o risco de complicações e óbito.
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