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Câmara de BH aprova proibição de flanelinhas em 1º turno

Projeto prevê multa de R$ 1 mil, valor que pode dobrar em caso de reincidência; proposta ainda precisa passar por nova votação

11/09/2026 às 18h49
Por: Cristiane Cirilo
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 Brenno Carvalho / Agência O Globo
Brenno Carvalho / Agência O Globo

A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou em primeiro turno, nesta quinta-feira (10), o projeto de lei que proíbe a atuação de guardadores autônomos de veículos, conhecidos como flanelinhas, em vias e logradouros públicos da capital. A proposta recebeu 31 votos favoráveis e sete contrários.

O Projeto de Lei 702/2026, de autoria do vereador Sargento Jalyson (PL), estabelece multa de R$ 1 mil para quem abordar, constranger, cobrar ou tentar receber dinheiro ou outras vantagens para vigiar veículos, demarcar vagas ou condicionar a permanência de carros estacionados ao pagamento.

Em caso de reincidência, o valor da multa será dobrado.

Fiscalização poderá ser feita pela Guarda Municipal

O texto prevê que a fiscalização e a autuação dos infratores poderão ser realizadas pela Guarda Civil Municipal. A proposta também autoriza a Prefeitura a firmar acordos e protocolos de cooperação com órgãos estaduais de segurança pública para apoiar as ações.

A regra também alcança lavadores de veículos licenciados pelo município quando eles praticarem condutas enquadradas como atuação de flanelinha.

O autor do projeto defendeu que a medida busca impedir a cobrança pelo uso de vagas públicas e diferenciar a atuação regular de lavadores de veículos de situações em que há cobrança ou constrangimento de motoristas.

Projeto ainda será votado novamente

Como foi aprovado apenas em primeiro turno, o PL 702/2026 ainda não está em vigor. A proposta retorna às comissões da Câmara para análise de emenda antes de ser submetida à votação definitiva em plenário.

Para entrar em vigor, o projeto ainda precisa ser aprovado em segundo turno e seguir os demais procedimentos legislativos.

Câmara aprova contas de 2020 da Prefeitura

Na mesma sessão, os vereadores aprovaram as contas da Prefeitura de Belo Horizonte referentes ao exercício de 2020, durante a gestão do então prefeito Alexandre Kalil.

O Projeto de Resolução 911/2026 recebeu 28 votos favoráveis, quatro contrários e duas abstenções. A votação seguiu a conclusão do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), que havia analisado a prestação de contas do município.

O texto também determina que a Câmara acompanhe as providências adotadas pela Prefeitura em relação às recomendações feitas pelo tribunal.

Entre os pontos citados estão melhorias no controle das fontes e da destinação de recursos públicos, o cumprimento de metas educacionais e o envio de informações dentro dos prazos necessários para a avaliação da gestão municipal.

Kalil havia apresentado manifestação à Câmara, por meio de seu procurador, defendendo a manutenção da decisão do TCE-MG e a aprovação das contas de 2020.

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