
A Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, destacou os Lençóis Maranhenses em uma imagem captada do espaço e descreveu o Parque Nacional como um “deserto feito de água”. O registro foi publicado na quinta-feira (20) e mostra o contraste entre as dunas de areia branca e as lagoas de água doce que formam a paisagem no litoral do Maranhão.
Apesar da aparência desértica, a região está longe de ser um deserto. O parque recebe cerca de 125 centímetros de chuva por ano, volume ligeiramente superior ao registrado em Seattle, nos Estados Unidos, e aproximadamente o dobro da chuva de Londres, na Inglaterra.
A imagem foi captada pelo satélite Landsat 9 e revela fileiras de dunas de quartzo branco intercaladas por lagoas em tons de azul e verde. Algumas das dunas chegam a 30 metros de altura.
Segundo a Nasa, a existência do enorme campo de dunas é resultado de uma combinação rara entre geologia e clima.
Os rios da região transportam grandes quantidades de areia de quartzo para essa área excepcionalmente plana do litoral maranhense. O material vem se acumulando no local ao longo de centenas de milhares de anos.
Esse processo foi influenciado, entre outros fatores, por mudanças no nível do mar e pela variação da extensão das áreas do continente que ficaram cobertas pelas águas oceânicas.
Com o período chuvoso, a água se acumula entre as dunas, formando milhares de lagoas temporárias e permanentes. É justamente essa combinação entre grandes volumes de chuva, areia e relevo que produz a paisagem característica dos Lençóis Maranhenses.
Maior campo de dunas da América do Sul
O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses possui aproximadamente 1.500 quilômetros quadrados e é considerado o maior campo de dunas da América do Sul.
Além das dunas e lagoas, a área reúne rios, manguezais e vegetação. O parque também está inserido em uma zona de transição entre os biomas Cerrado, Caatinga e Amazônia.
Reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, o local é um dos principais destinos turísticos do Brasil.
A imagem divulgada pela Nasa permite observar a dimensão da formação natural a partir do espaço, com o Oceano Atlântico ao norte e a vegetação costeira delimitando o extenso campo de dunas.
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