
O ministro Luis Felipe Salomão tomou posse na quarta-feira (19) como presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele cumprirá mandato de dois anos e terá como vice-presidente o ministro Mauro Campbell Marques.
A cerimônia de posse, realizada em Brasília, reuniu autoridades dos três Poderes. Participaram do evento o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.
Durante o discurso, Salomão destacou decisões consideradas relevantes na história do STJ. Entre elas, citou a liminar que garantiu o acesso a medicamentos de alto custo para pessoas com atrofia muscular espinhal (AME), decisões envolvendo indenizações a pessoas afetadas pela contaminação por césio-137 e o entendimento que assegurou a possibilidade de adoção de menores pelos avós em situações de incapacidade dos pais.
O novo presidente também afirmou que pretende trabalhar para preservar a qualidade e ampliar a transparência das decisões do tribunal durante sua gestão.
Salomão defendeu o uso de novas tecnologias e da inteligência artificial no Judiciário, com o objetivo de melhorar os serviços prestados à sociedade.
“Utilizar a inteligência artificial e as ferramentas tecnológicas para estarem a serviço da sociedade, e não o contrário. Aprimorar a capacitação dos servidores, de maneira saudável e inovadora”, afirmou durante a cerimônia.
A modernização tecnológica e a capacitação dos servidores estão entre os pontos destacados pelo ministro para a gestão à frente do STJ.
Nascido no Rio de Janeiro, Luis Felipe Salomão é formado em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e é autor de livros e trabalhos relacionados ao Direito Civil.
Antes de chegar ao STJ, atuou como juiz e desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).
Salomão foi nomeado para o Superior Tribunal de Justiça em 2008, durante o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Agora à frente da corte responsável por uniformizar a interpretação da legislação federal no país, o ministro terá mandato de dois anos na presidência.
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