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Projeto de lei quer adequar Enem ao Novo Ensino Médio e prevê prazo de até um ano

Proposta da deputada Tabata Amaral busca alinhar a prova ao currículo atual e incluir diferentes trajetórias formativas, como itinerários e ensino técnico e profissional

13/08/2026 às 10h21
Por: Cristiane Cirilo
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Gabriel Jabur/Agência Brasília
Gabriel Jabur/Agência Brasília

Um projeto de lei apresentado na Câmara dos Deputados busca obrigar o governo federal a adequar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) às regras do currículo atualmente adotado nessa etapa da educação. O PL 3.227/2026, de autoria da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), prevê prazo de até um ano para a regulamentação das mudanças após eventual aprovação da proposta pelo Congresso.

Apresentado em 19 de junho, o projeto ainda aguarda despacho do presidente da Câmara e não começou a tramitar pelas comissões da Casa.

A proposta altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996) para determinar que o Enem seja compatível com a organização curricular do ensino médio e articule a avaliação da formação técnica e profissional ao processo nacional de avaliação da educação profissional técnica e tecnológica.

Pelo texto, a adaptação do Enem deverá considerar não apenas a formação geral básica, mas também os diferentes percursos formativos previstos para os estudantes.

A proposta também prevê a articulação da prova com a formação técnica e profissional, buscando contemplar as diferentes trajetórias disponíveis no ensino médio.

Segundo Tabata Amaral, a alteração é necessária para aproximar o conteúdo cobrado no exame do que é efetivamente ensinado nas escolas.

“Não adianta mudar o ensino médio sem mudar o Enem”, afirmou a deputada ao defender a proposta.

A parlamentar também argumenta que os itinerários formativos e a formação técnica e profissional precisam ser considerados na avaliação utilizada para o acesso ao ensino superior.

Projeto aponta diferença entre redes pública e privada

Outro ponto levantado pela deputada é a diferença na preparação dos estudantes das redes pública e privada.

Segundo Tabata, enquanto parte das escolas públicas busca adaptar o ensino ao novo currículo, algumas instituições privadas continuam concentrando a preparação dos alunos nos conteúdos tradicionalmente cobrados em vestibulares.

Na avaliação apresentada pela parlamentar, a falta de alinhamento entre currículo e exame pode ampliar as diferenças entre estudantes na disputa por vagas nas universidades.

Reforma do ensino médio

A reforma do ensino médio foi aprovada inicialmente em 2017 e alterou a organização curricular dessa etapa da educação, incluindo mudanças na carga horária e a criação de diferentes percursos formativos.

O modelo passou por críticas e foi novamente alterado pelo Congresso em 2024, com mudanças na formação geral básica e nos itinerários formativos.

Apesar das alterações, a adaptação do Enem ao novo modelo curricular ainda não possui, segundo os autores da proposta, um prazo definido em lei.

O PL 3.227/2026 pretende estabelecer essa obrigação e determinar que o Poder Executivo regulamente as mudanças em até um ano após a eventual entrada em vigor da nova legislação.

Por enquanto, a proposta aguarda despacho da Presidência da Câmara para definir os próximos passos de sua tramitação.

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