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Desemprego cai para 5,4% no trimestre encerrado em junho, aponta IBGE

São 700 mil pessoas a mais trabalhando em relação ao trimestre anterior e o rendimento real dos trabalhadores foi estimado em R$ 3.738

30/07/2026 às 12h24
Por: Daniel Mendes
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Reprodução: Fernando Frazão/Agência Brasil
Reprodução: Fernando Frazão/Agência Brasil

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,4% no trimestre móvel encerrado em junho de 2026, registrando uma queda de 0,7 ponto percentual na comparação com o trimestre móvel anterior (janeiro a março).

Os dados, divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Pnad Contínua, mostram que o número de pessoas desocupadas caiu para 5,9 milhões, um recuo de 718 mil trabalhadores, impulsionado principalmente pela contratação nos setores de transportes, logística e administração pública.

Com o recuo da desocupação, a população ocupada no país subiu para 103,1 milhões de pessoas, o que representa um acréscimo de 1,08 milhão de trabalhadores (alta de 1,1%) em relação ao trimestre encerrado em março. Frente ao mesmo período de 2025, o avanço foi de 0,7%, somando 742 mil ocupados a mais.

O nível de ocupação, que significa a proporção de pessoas trabalhando em relação ao total em idade de trabalhar, subiu para 58,8%, com alta de 0,5 p.p. frente ao trimestre anterior. Paralelamente, o total de trabalhadores desocupados (5,9 milhões) encolheu 10,9% na comparação trimestral e 6,3% em relação a junho do ano passado, quando o contingente era de 6,3 milhões de pessoas.

Os setores que mais impulsionaram a contratação foram transporte, armazenagem e correio, com um aumento de 3,9% no contingente ocupado (+235 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e de 4,9% (+293 mil) no confronto anual.

Além disso, o setor de administração pública, defesa, seguridade social, educação e saúde também registrou um crescimento de 2,6% (+489 mil pessoas) ante o trimestre anterior e de 2,9% (+541 mil) na comparação anual.

No setor privado, o contingente de trabalhadores com carteira assinada permaneceu estável em 39,4 milhões. Já o emprego sem carteira assinada cresceu 2,2% (+288 mil pessoas), totalizando 13,6 milhões de trabalhadores.

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