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Vendas no comércio recuam 0,8% em julho com “ressaca” da Copa do Mundo

Queda foi puxada por eletrodomésticos, vestuário e papelaria, que tiveram alta nos meses que antecederam o torneio

15/09/2026 às 14h12
Por: Daniel Mendes
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Reprodução: Fábio Pozzebom/Agência Brasil
Reprodução: Fábio Pozzebom/Agência Brasil

O comércio varejista brasileiro recuou 0,8% na passagem de junho para julho, resultado atribuído a uma espécie de "ressaca" de consumo provocada pela Copa do Mundo, disputada em junho e julho. Com a queda, o desempenho acumulado do setor em 12 meses desacelerou para 1,6%, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta terça-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A média móvel trimestral, que suaviza oscilações pontuais, também teve variação negativa, de 0,1%. No acumulado de 2026, o setor ainda avança 1,8%, mas o resultado de 12 meses caiu para 1,2%, patamar bem abaixo do registrado em março, quando essa taxa era de 2,3%.

Com o resultado de julho, o comércio brasileiro está 10,6% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas 1,5% abaixo do maior patamar já alcançado, em março deste ano. Segundo o analista da pesquisa Cristiano Santos, o setor está atualmente em um nível equivalente ao registrado em dezembro de 2025.

Das oito atividades pesquisadas pelo IBGE, cinco tiveram queda na passagem de junho para julho: móveis e eletrodomésticos (-4,9%), livros, jornais, revistas e papelaria (-4,2%), tecidos, vestuário e calçados (-2,7%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,2%) e hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,2%). 

Já artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,6%), equipamentos para escritório, informática e comunicação (0,6%) e combustíveis e lubrificantes (0,3%) tiveram alta no período.

Comércio ampliado e outros indicadores da economia

No comércio varejista ampliado, que inclui também atacado de veículos e motos, material de construção e produtos alimentícios, o indicador subiu 0,4% de junho para julho, com alta de 1,2% no acumulado de 12 meses. 

A pesquisa é a terceira de três levantamentos mensais do IBGE sobre a atividade econômica: nos dias anteriores, o instituto já havia informado que o setor de serviços ficou estável em julho, com alta de 2,4% em 12 meses, e que a indústria cresceu 0,2% no mês e 0,6% em 12 meses.

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