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Copa do Mundo Feminina de 2027 deve movimentar R$ 8,8 bilhões na economia brasileira

Os dados foram apresentados durante o Confut, evento internacional voltado para negócios, inovação e networking no esporte

25/07/2026 às 08h00
Por: Cristiane Cirilo
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Secretaria de Cultura
Secretaria de Cultura

A realização da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 no Brasil deverá movimentar cerca de R$ 8,8 bilhões na economia do país, segundo um estudo elaborado pela FGV Projetos a pedido da Embratur. Além do impacto financeiro, a expectativa é de geração de 73,7 mil empregos diretos e indiretos e arrecadação de aproximadamente R$ 928 milhões em tributos.

Os dados foram apresentados durante o Confut, evento internacional voltado para negócios, inovação e networking no esporte.

De acordo com o levantamento, o torneio deverá acrescentar R$ 3,8 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o equivalente a cerca de 0,03% da economia nacional, considerando a base de 2025.

O estudo também estima:

  • geração de 73,7 mil postos de trabalho;
  • distribuição de R$ 4,5 bilhões em salários e lucros;
  • arrecadação de R$ 928 milhões em impostos federais, estaduais e municipais.

Segundo o diretor de Gestão e Inovação da Embratur, Roberto Gevaerd, o impacto econômico da competição supera o movimentado pelos principais eventos esportivos recorrentes do país.

"Em 2025, o conjunto dos dez maiores eventos esportivos recorrentes do país movimentou R$ 4,56 bilhões. A Copa do Mundo Feminina FIFA 2027, sozinha, deverá movimentar R$ 8,8 bilhões, praticamente o dobro desse valor", afirmou.

Público deve movimentar R$ 4,7 bilhões

O estudo divide os impactos econômicos em duas frentes.

A primeira está relacionada ao público que acompanhará o torneio. A expectativa é que cerca de 2 milhões de pessoas, entre turistas e moradores, circulem pelas cidades-sede durante a competição.

Esse fluxo deverá gerar:

  • R$ 4,7 bilhões em movimentação econômica;
  • 45,7 mil empregos;
  • R$ 2,4 bilhões em renda;
  • R$ 516 milhões em arrecadação de impostos.

A segunda parte do impacto está ligada aos investimentos necessários para organizar o Mundial.

Segundo a pesquisa, cerca de R$ 4,1 bilhões deverão ser movimentados em áreas como logística, segurança, saúde e transmissão das partidas.

Esses investimentos deverão sustentar aproximadamente 28 mil postos de trabalho.

Turismo internacional deve crescer

O levantamento também aponta que a Copa do Mundo Feminina tende a impulsionar o turismo internacional.

Dados da pesquisa Visa-Embratur mostram que 48,6% dos turistas estrangeiros que visitam o Brasil são mulheres, com permanência média de 11 dias e gasto médio de US$ 1.317 por viagem.

As principais despesas costumam ser direcionadas para:

  • comércio e compras;
  • gastronomia;
  • atividades culturais;
  • turismo de sol e praia.

Segundo os pesquisadores, esse perfil tende a beneficiar não apenas grandes centros urbanos, mas também pequenas e médias empresas do setor de comércio e serviços.

Legado para o Brasil

Para o coordenador do estudo e professor da FGV, Luiz Gustavo Barbosa, a realização da Copa do Mundo Feminina consolidará o Brasil como um dos poucos países a sediar os três maiores eventos esportivos do planeta.

Com o Mundial de 2027, o país passará a reunir no histórico a Copa do Mundo de 2014, os Jogos Olímpicos de 2016 e a Copa do Mundo Feminina de 2027, fortalecendo sua imagem como destino para grandes eventos internacionais.

A Copa do Mundo Feminina será disputada entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, em cidades brasileiras que receberão delegações e torcedores de diversos países.

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