
Entra em vigor nesta quarta-feira (22), a tarifa adicional de 25% estabelecida pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. A medida foi adotada após investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, USTR, com base na Seção 301 da legislação comercial americana.
De acordo com um levantamento realizado pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (CIN/FIEMG), os 15 principais produtos afetados somaram, aproximadamente, US$ 234 milhões em exportações aos Estados Unidos em 2025.
Os maiores valores estão concentrados no sebo de bovinos, ovinos ou caprinos, com quase US$ 34 milhões, e nos disjuntores de baixa tensão, com aproximadamente US$ 33 milhões. Em seguida, aparecem preparações capilares, com pouco mais de US$ 22 milhões; pedras preciosas ou semipreciosas trabalhadas, com cerca de US$ 21 milhões; e obras contendo magnesita, dolomita ou cromita, com aproximadamente US$ 19 milhões.
A tarifa extra, que entra em vigor nesta quarta-feira, estabelece um período de transição para cargas já embarcadas. Mercadorias que iniciaram o transporte antes de 22 de julho poderão ficar livres da nova cobrança, desde que ingressem para consumo no mercado americano antes de 29 de julho.
A nova tarifa não alcança toda a pauta mineira. Café verde, ferro-gusa, ferronióbio, ferrossilício-manganês, ouro, carne bovina, celulose, mel natural e determinados produtos químicos estão entre os itens isentos.
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