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Zema apresentará pedido de impeachment de Alexandre de Moraes com base em conversas vazadas com Vorcaro

Segundo o governador, o pedido tem como base o vazamento de conversas entre Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Os diálogos teriam ocorrido no dia da prisão do banqueiro e foram divulgados nesta sexta-feira (6)

06/03/2026 às 17h37 Atualizada em 06/03/2026 às 19h03
Por: Cristiane Cirilo
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(Foto: Rafael Vieira / DP Foto)
(Foto: Rafael Vieira / DP Foto)

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que apresentará na próxima segunda-feira (9), em Brasília, um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. A iniciativa será protocolada no Senado Federal com apoio de integrantes da bancada do Partido Novo na Câmara dos Deputados.

Segundo o governador, o pedido tem como base o vazamento de conversas entre Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Os diálogos teriam ocorrido no dia da prisão do banqueiro e foram divulgados nesta sexta-feira (6).

Em declaração enviada à imprensa, Zema afirmou que um ministro do Supremo precisa estar “acima de qualquer suspeita” e defendeu a abertura de um processo de impedimento. “Estou entrando na segunda-feira com o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Ele não tem condição de permanecer no cargo depois dessas revelações”, disse.

O governador também mencionou um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Segundo Zema, o acordo teria valor de cerca de R$ 129 milhões.

Aliados do governador afirmam que a decisão foi motivada pela repercussão do caso e pela avaliação de que as revelações precisam ser analisadas pelo Senado, responsável por julgar pedidos de impeachment de ministros do STF.

Nos últimos dias, Zema também trocou críticas públicas com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo. Durante sessão na Corte, Mendes rebateu declarações do governador sobre o tribunal e afirmou que Minas Gerais enfrenta dificuldades fiscais e depende de decisões do STF para manter o equilíbrio das contas públicas.

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