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Comissão da ALMG apura paradeiro de acervo histórico do Palácio das Mangabeiras; parlamentares anunciam medidas

Móveis, obras de arte, utensílios e outros bens patrimoniais não teriam sido localizados durante fiscalização realizada no imóvel e na Cidade Administrativa.

05/07/2026 às 08h58
Por: João Vitor Viana
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Luiz Santana
Luiz Santana

A Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) intensificou a apuração sobre o paradeiro de dezenas de itens do acervo histórico do Palácio das Mangabeiras, antiga residência oficial dos governadores de Minas Gerais. Segundo os parlamentares, móveis, obras de arte, utensílios e outros bens patrimoniais não teriam sido localizados durante fiscalização realizada no imóvel e na Cidade Administrativa.

A vistoria foi conduzida pelo deputado estadual Leleco Pimentel (PT), que buscou esclarecer a destinação dos objetos após a mudança da residência oficial do governador. Em 2019, o então governador Romeu Zema decidiu não ocupar o Palácio das Mangabeiras, que passou a ser aberto ao público e a receber eventos culturais. Atualmente, o espaço é administrado por uma parceria entre o Governo de Minas, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), a Grifa Promoções de Eventos e a Malab Produções.

De acordo com a Comissão de Cultura, o desaparecimento dos itens também foi questionado durante a reunião de Prestação de Contas do governo estadual, realizada dentro do programa Assembleia Fiscaliza. A intenção dos parlamentares é identificar a localização de cada peça do acervo e verificar se houve irregularidades na guarda do patrimônio público.

A deputada estadual Bella Gonçalves (PT) informou que pretende encaminhar o caso à Polícia Federal. Segundo ela, o deputado Leleco Pimentel já protocolou uma representação no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) e deverá apresentar uma notícia-crime ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), solicitando a investigação sobre a destinação dos bens históricos.

Integrante da Comissão de Cultura, a deputada Lohanna França (PV) afirmou que o colegiado acompanhará de perto as investigações. Segundo a parlamentar, o objetivo inicial é identificar onde está cada item do acervo para, posteriormente, apurar eventuais responsabilidades pela ausência dos objetos.

Em nota, o Governo de Minas afirma que não houve desaparecimento de bens e sustenta que todo o acervo do Palácio das Mangabeiras permanece inventariado e sob controle patrimonial. Os parlamentares, no entanto, cobram a divulgação detalhada da localização dos itens para garantir transparência e preservar a memória histórica do Estado.

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