18°C 27°C
Belo Horizonte, MG
Publicidade

Síndico confessa ter matado corretora após disputa comercial em condomínio de Caldas Novas

Daiane Alves de Souza estava desaparecida há 43 dias; crime ocorreu no subsolo do prédio onde ela morava

28/01/2026 às 15h20
Por: Por Redação
Compartilhe:
Imagem: PCGO
Imagem: PCGO

A Polícia Civil de Goiás apresentou, nesta quarta-feira (28), os detalhes da investigação sobre a morte da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, que estava desaparecida desde dezembro, em Caldas Novas (GO). Durante coletiva, o delegado-geral André Ganga informou que o síndico do condomínio onde a vítima morava confessou o crime. Segundo ele, Cléber Rosa de Oliveira admitiu ter estrangulado Daiane após uma luta corporal.

De acordo com a corporação, o homicídio ocorreu no subsolo do Condomínio Amethist Tower e teria sido motivado por um “atrito” entre o síndico e a corretora.

Divulgação

Cléber foi preso na madrugada desta quarta-feira, juntamente com o filho, Maykon Douglas de Oliveira, suspeito de participação no crime. O porteiro do prédio também foi ouvido durante as diligências.

O delegado André Luiz Barbosa, do Grupo de Investigação de Homicídios de Caldas Novas, afirmou em coletiva que a relação entre o síndico e a corretora era marcada por conflitos há mais de um ano e meio. Segundo ele, a origem das desavenças estaria ligada a uma disputa comercial envolvendo a administração e a exploração de apartamentos de temporada no edifício.

“Embora a relação conflituosa já durasse cerca de um ano e meio, ela teve início a partir de uma disputa comercial entre os dois”, explicou Barbosa.

Ainda conforme a investigação, o impasse começou quando a família de Daiane decidiu retirar do síndico a administração de seis apartamentos que pertenciam ao grupo familiar. “Até então, a gestão desses imóveis era feita pelo próprio síndico. Em novembro de 2024, a família assume a administração e, a partir daí, passam a ocorrer sucessivas desavenças”, detalhou o delegado.

O corpo de Daiane foi localizado após 43 dias de desaparecimento. A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer todos os detalhes do caso.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.