
A Polícia Civil de Goiás apresentou, nesta quarta-feira (28), os detalhes da investigação sobre a morte da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, que estava desaparecida desde dezembro, em Caldas Novas (GO). Durante coletiva, o delegado-geral André Ganga informou que o síndico do condomínio onde a vítima morava confessou o crime. Segundo ele, Cléber Rosa de Oliveira admitiu ter estrangulado Daiane após uma luta corporal.
De acordo com a corporação, o homicídio ocorreu no subsolo do Condomínio Amethist Tower e teria sido motivado por um “atrito” entre o síndico e a corretora.
Cléber foi preso na madrugada desta quarta-feira, juntamente com o filho, Maykon Douglas de Oliveira, suspeito de participação no crime. O porteiro do prédio também foi ouvido durante as diligências.
O delegado André Luiz Barbosa, do Grupo de Investigação de Homicídios de Caldas Novas, afirmou em coletiva que a relação entre o síndico e a corretora era marcada por conflitos há mais de um ano e meio. Segundo ele, a origem das desavenças estaria ligada a uma disputa comercial envolvendo a administração e a exploração de apartamentos de temporada no edifício.
“Embora a relação conflituosa já durasse cerca de um ano e meio, ela teve início a partir de uma disputa comercial entre os dois”, explicou Barbosa.
Ainda conforme a investigação, o impasse começou quando a família de Daiane decidiu retirar do síndico a administração de seis apartamentos que pertenciam ao grupo familiar. “Até então, a gestão desses imóveis era feita pelo próprio síndico. Em novembro de 2024, a família assume a administração e, a partir daí, passam a ocorrer sucessivas desavenças”, detalhou o delegado.
O corpo de Daiane foi localizado após 43 dias de desaparecimento. A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer todos os detalhes do caso.
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