
Uma mala com roupas e joias avaliadas em cerca de R$ 30 mil foi devolvida neste sábado (10) ao aposentado Joel Soares Magalhães, de 80 anos, em Belo Horizonte. A bagagem havia caído da caminhonete conduzida por ele e sido recolhida por outro motorista na quarta-feira (7). Quem realizou a devolução foi o motorista de aplicativo Guilherme Carvalho, de 31 anos, que afirmou ter passado os últimos dias tentando localizar o proprietário. Clique aqui e veja o vídeo!
O caso aconteceu na Rua Marília, no bairro Ipiranga, na Região Nordeste da capital mineira. Joel havia colocado a mala da cunhada na carroceria da caminhonete depois de buscá-la na rodoviária. Ao sair para levar um ventilador para consertar, ele esqueceu a tampa traseira aberta. Durante o trajeto, a bagagem escorregou e caiu na rua, sem que o aposentado percebesse imediatamente.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a mala caiu e, pouco mais de um minuto depois, um carro parou no local. O motorista desceu, recolheu a bagagem e deixou a área. Após perceber o desaparecimento, Joel retornou ao trecho onde havia passado, mas não encontrou os pertences. Ele registrou um boletim de ocorrência e pediu ajuda para recuperar a mala.
Guilherme contou que viu a mala cair e tentou alcançar a caminhonete para avisar o motorista, mas não conseguiu. Depois de recolher os objetos, decidiu mantê-los guardados enquanto procurava uma maneira de encontrar o dono e fazer a entrega pessoalmente. O contato com Joel foi estabelecido posteriormente, permitindo que os dois combinassem a devolução neste sábado.
A mala pertence à cunhada do aposentado, que mora em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce. Entre os pertences estavam roupas, vestidos, bijuterias e joias de ouro acumuladas ao longo de décadas. Algumas peças têm valor sentimental, como um cordão de ouro recebido pela mulher ao completar 30 anos de casamento.
Antes de recuperar a bagagem, Joel chegou a cogitar vender a própria caminhonete para ressarcir a cunhada pelo prejuízo. O aposentado explicou que utiliza o veículo para acompanhar a esposa em consultas e tratamentos médicos relacionados a um câncer de mama. A possibilidade de ficar sem o carro aumentava a preocupação com a situação.
Com a devolução, a família conseguiu recuperar os objetos sem precisar recorrer à venda do veículo para cobrir o prejuízo. Guilherme afirmou que devolver algo encontrado na rua era, para ele, uma questão de princípios e dos ensinamentos recebidos dos pais. O reencontro encerrou dias de angústia para Joel e sua família.
O episódio também chama a atenção para a responsabilidade de quem encontra objetos perdidos. Pelo Código Penal brasileiro, apropriar-se de coisa alheia perdida e deixar de devolvê-la ao dono ou de entregá-la à autoridade competente no prazo legal pode configurar o crime de apropriação de coisa achada. A orientação é procurar identificar o proprietário ou entregar o objeto às autoridades.
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