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PF abre apuração sobre possível interferência dos EUA nas eleições brasileiras

Procedimento, iniciado no dia do 1º turno, atende a pedido da AGU após reportagem do The Guardian sobre suposto financiamento a grupos políticos no país

04/10/2026 às 15h41 Atualizada em 04/10/2026 às 15h42
Por: Daniel Mendes
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Reprodução: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Reprodução: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Polícia Federal abriu, neste domingo (4), dia do primeiro turno das Eleições 2026, um procedimento preliminar para apurar uma possível interferência dos Estados Unidos no processo eleitoral brasileiro. A informação foi confirmada pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, em entrevista coletiva.

A apuração começou depois que a Advocacia-Geral da União (AGU) encaminhou à PF uma representação pedindo a investigação de informações publicadas pelo jornal britânico The Guardian sobre um possível financiamento de iniciativas políticas no Brasil por parte do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. 

Segundo o jornal opção, a suspeita trata de recursos públicos americanos que poderiam ter sido direcionados a grupos de extrema-direita que atuam no debate político e institucional brasileiro. O pedido da AGU partiu da Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia e também foi enviado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Segundo Rodrigues, o material foi encaminhado à Diretoria de Inteligência da PF para análise inicial. 

"Recebemos representação da AGU sugerindo apuração de interferência externa. É uma investigação em andamento, um procedimento prévio", afirmou o diretor-geral, destacando que a portaria formal do inquérito policial ainda não foi instaurada.

A corporação costuma realizar uma apuração preliminar antes de decidir se há elementos suficientes para abrir um inquérito propriamente dito. Até o momento, a investigação não concluiu que tenha havido interferência nas eleições.

Caso é distinto da investigação sobre ameaça a embaixadas

Rodrigues também tratou de outro assunto que mobilizou as forças de segurança brasileiras nos últimos dias: a suspensão dos serviços consulares da embaixada dos Estados Unidos no Brasil, anunciada na sexta-feira (2) por motivos de segurança. 

Segundo o diretor-geral, a PF não encontrou elementos concretos que indiquem risco efetivo ou plano de ataque contra embaixadas estrangeiras no país. A corporação já havia cumprido, no sábado (3), dois mandados de busca e apreensão relacionados a um suposto plano contra a embaixada americana, investigação que, segundo Rodrigues, é distinta da apuração sobre interferência eleitoral.

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