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Alexandre Padilha rebate Flávio Bolsonaro e chama acusações contra Lula de “farsa” ligada a Vorcaro; veja o vídeo

Ministro da Saúde reagiu na sexta-feira (9) e voltou a contestar as alegações no sábado (10), em Belo Horizonte; Polícia Federal afirmou que não existe depoimento de Vorcaro com o conteúdo divulgado

11/10/2026 às 09h44 Atualizada em 11/10/2026 às 10h42
Por: João Vitor Viana
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Reprodução
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), rebateu as acusações feitas pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. Em manifestações na sexta-feira (9) e no sábado (10), Padilha classificou as alegações como uma tentativa de criar uma narrativa contra o governo e afirmou que o episódio seria uma armação política da oposição. A controvérsia começou após a revista Veja publicar informações sobre supostos pagamentos relacionados à produção de um documentário sobre Lula.

Na sexta-feira, após a repercussão da reportagem, Flávio Bolsonaro acusou Lula de ter recebido dinheiro para financiar o filme. Durante um almoço com o candidato ao governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), o senador comparou o caso ao financiamento do longa Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, que ele próprio ajudou a viabilizar junto a Vorcaro. “Esse cara recebeu propina. Então, o Bolsonaro pediu patrocínio e o Lula pediu propina”, declarou Flávio à imprensa.

Ainda na sexta-feira, Padilha publicou um vídeo em que contestou a interpretação apresentada pelo senador. O ministro acusou a campanha de Flávio de tentar equiparar os dois episódios e chamou a narrativa de “absurda”. Segundo Padilha, a estratégia seria apresentar o financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro como legítimo e, ao mesmo tempo, atribuir irregularidades ao presidente Lula com base em informações que não haviam sido comprovadas pelas autoridades.

No sábado (10), em Belo Horizonte, Padilha voltou ao assunto ao conversar com jornalistas. Ele classificou como “farsa” as alegações atribuídas a Vorcaro e responsabilizou Flávio Bolsonaro e seus aliados pela tentativa de transferir ao governo federal suspeitas relacionadas às próprias relações do senador com o ex-banqueiro. “Foi uma farsa montada ontem. Montaram um teatro para o candidato da oposição, que chama Vorcaro de irmão, que pegou dinheiro de Vorcaro e que visitou Vorcaro preso”, afirmou o ministro. Na mesma ocasião, chamou o senador de “mentiroso contumaz”.

A reação de Padilha também foi acompanhada de medidas jurídicas. Na sexta-feira, o ministro informou que acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) para solicitar providências contra a publicação da revista Veja, incluindo o direito de resposta e a verificação da autenticidade de um áudio atribuído a Vorcaro. O material foi divulgado pela revista como parte das alegações de que o ex-banqueiro teria destinado dinheiro para financiar um documentário sobre o presidente. 

A Polícia Federal contestou um ponto central da reportagem. Em nota divulgada na sexta-feira (9), a instituição afirmou que Vorcaro não prestou depoimento com o conteúdo relatado pela revista nem entregou à PF documentos, anexos ou informações com essas alegações. A defesa do ex-banqueiro também declarou não ter conhecimento de um depoimento formal com esse teor. A informação é relevante porque a reportagem atribuiu as acusações a uma proposta de colaboração premiada que não avançou junto às autoridades.

A Procuradoria-Geral da República (PGR), por sua vez, informou que as tratativas para uma eventual colaboração de Vorcaro foram conduzidas por advogados e que não houve interlocução direta do empresário com representantes da instituição. Segundo as informações divulgadas, a proposta não foi aceita. O Instituto Lula também negou ter recebido recursos para a produção do documentário, enquanto a campanha do presidente classificou a reportagem como irresponsável e anunciou medidas judiciais.

O episódio ganhou dimensão eleitoral por envolver os dois principais adversários na disputa presidencial de 2026 e por surgir a poucos dias da votação de segundo turno. 

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