
O Ministério da Cultura homologou o tombamento do Palacete Celina Guinle e Linneo de Paula Machado e de seus jardins, no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro. A medida foi publicada nesta segunda-feira (14) por meio da Portaria 314/2026, no Diário Oficial da União, após aprovação unânime do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural em junho deste ano.
O processo de tombamento tramitava desde 1990 no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Com a homologação, a decisão passa a produzir os efeitos previstos no Decreto-Lei nº 25, de 1937, que é o principal marco legal de proteção do patrimônio histórico e artístico do país, garantindo proteção definitiva às características arquitetônicas, históricas e paisagísticas do imóvel e de seus jardins.
Construído entre 1900 e 1906, o palacete foi presente de casamento a Celina Guinle e Linneo de Paula Machado, este último fundador do Jockey Club Brasileiro, casal que pertencia a famílias tradicionais da elite carioca da época. Com mais de 1,1 mil metros quadrados e 30 cômodos, o imóvel tem escadarias e estátuas de mármore, pisos em mosaico e um extenso jardim, uma das últimas grandes áreas verdes da região.
Um marco que já era protegido em outras esferas
O casarão já havia sido tombado pelo município e pelo estado do Rio de Janeiro antes de receber, em junho deste ano, o tombamento do Iphan, decisão que também incorporou o nome de Celina Guinle à antiga denominação de Palacete Linneo de Paula Machado, como forma de resgatar a memória da proprietária.
O imóvel foi posteriormente adquirido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que restaurou a construção original e ergueu um anexo no terreno; desde 2018, o espaço abriga a Casa Firjan, centro cultural que ocupa o antigo edifício e os jardins.
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