18°C 29°C
Belo Horizonte, MG
Publicidade

Cesta básica diminui de preço em 25 capitais em agosto

Queda foi puxada pela batata, café, tomate e feijão; apenas Maceió e São Luís tiveram alta no período

10/09/2026 às 15h28
Por: Daniel Mendes
Compartilhe:
Reprodução: Arquivo/EBC
Reprodução: Arquivo/EBC

A cesta básica de alimentos ficou mais barata em 25 das 27 capitais brasileiras analisadas em agosto, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

As quedas mais expressivas ocorreram em Rio Branco (-4,68%), Manaus (-4,55%), Boa Vista (-4,47%), Aracaju (-3,89%), Cuiabá (-3,37%) e Salvador (-3,30%). Apenas Maceió (+1,43%) e São Luís (+0,78%) registraram alta no custo médio da cesta no mês.

Entre os produtos, a batata teve papel central na queda, recuando em todas as capitais do centro-sul do país; o café em pó caiu em 23 capitais, e tomate e feijão também tiveram preços mais baixos na maioria das cidades pesquisadas.

Já pão francês, óleo de soja, leite integral e arroz agulhinha subiram de preço na maior parte das capitais analisadas em agosto.

Na comparação com agosto do ano passado, porém, o cenário se inverte: o custo da cesta básica subiu em 25 capitais, com as altas mais expressivas em Goiânia (7,51%), Cuiabá (6,42%) e Vitória (6,26%). Apenas Brasília (-0,64%) e Palmas (-0,27%) tiveram queda no comparativo anual.

A cesta mais cara e mais barata do país

São Paulo segue com a cesta básica mais cara do país, custando em média R$ 900,59, seguida por Cuiabá (R$ 851,57), Rio de Janeiro (R$ 851,19) e Florianópolis (R$ 850,90). Já entre as capitais do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 570,98), Natal (R$ 627,42), Maceió (R$ 627,45) e Salvador (R$ 628,89).

Com base no custo da cesta mais cara do país, a de São Paulo, e na regra constitucional que prevê que o salário-mínimo deve cobrir despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário-mínimo em agosto deveria ser de R$ 7.565,86, valor 4,67 vezes maior que o piso atual, de R$ 1.621.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.