16°C 27°C
Belo Horizonte, MG
Publicidade

Dólar recua a R$ 5,08 e fecha no menor valor em um mês

Ibovespa avança 1,2% e atinge maior patamar desde maio, enquanto petróleo sobe com tensões no Oriente Médio

09/09/2026 às 15h48
Por: Daniel Mendes
Compartilhe:
Reprodução: Valter Campanato/Agência Brasil
Reprodução: Valter Campanato/Agência Brasil

O dólar fechou nesta terça-feira (8) cotado a R$ 5,089, com queda de 0,79%, a menor cotação de fechamento desde 7 de agosto, quando a moeda havia terminado o pregão a R$ 5,084. Ao longo do dia, a divisa oscilou entre uma máxima de R$ 5,1289 e uma mínima de R$ 5,0713, em uma sessão marcada pela movimentação dos mercados domésticos e pelo cenário externo para moedas de países emergentes. 

Com o resultado, o dólar acumula queda de 7,28% em 2026 e de 1,82% apenas nos cinco primeiros pregões de setembro, após ter subido 2,16% em agosto. Na contramão da moeda americana, a bolsa de valores brasileira teve seu melhor desempenho em meses: o Ibovespa subiu 1,20%, aos 187.366,84 pontos, maior nível de fechamento desde 4 de maio.

Durante a sessão, o índice chegou a marcar 189.487,70 pontos, com mínima de 185.207,66 pontos, e o volume financeiro negociado na B3 somou R$ 29,76 bilhões. As ações da Petrobras, as mais negociadas do índice, acompanharam a valorização do petróleo no mercado internacional, com as preferenciais subindo 2,08% e as ordinárias avançando 2,36%. 

Segundo dados da B3, o fluxo de capital estrangeiro para a bolsa segue positivo em setembro, somando entrada líquida de R$ 3,9 bilhões nos três primeiros pregões do mês.

Petróleo sobe com tensões no Oriente Médio

Os contratos de petróleo tiveram alta nesta terça-feira em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e a ataques contra instalações energéticas na Arábia Saudita, que atingiram cidades no sul do país e reforçaram as preocupações sobre o abastecimento da commodity e possíveis interrupções no transporte pelo Golfo Pérsico, região que responde por cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo, sobretudo pelo Estreito de Ormuz. 

O barril do tipo Brent avançou 0,9%, para US$ 97,92, maior valor desde 23 de julho; o WTI subiu 1,7%, para US$ 93,03, seu melhor fechamento desde junho. Apesar da alta, os contratos recuaram parte dos ganhos do dia diante do temor de que combustíveis mais caros pressionem a inflação, os juros e o crescimento econômico global.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.