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Senado aprova “taxa das blusinhas” e isenção de imposto em compras de até US$ 50 vira definitiva

Texto aprovado mantém imposto zerado para remessas internacionais de pequeno valor e reduz alíquota para compras de até US$ 3 mil

04/09/2026 às 10h02
Por: Cristiane Cirilo
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© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Senado aprovou na quinta-feira (3), em votação simbólica, a medida provisória que ficou conhecida como “taxa das blusinhas”. Com a aprovação, a isenção do Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50, feitas pela internet por meio de remessas postais, passa a ser permanente. O texto segue agora para sanção presidencial.

A regra mantém em zero a alíquota de importação para compras de até US$ 50, valor equivalente a cerca de R$ 257. A medida alcança principalmente consumidores que fazem compras de pequeno valor em plataformas internacionais.

O texto também reduz de 60% para 30% a alíquota de importação aplicada a remessas internacionais de até US$ 3 mil.

Uma das mudanças incluídas durante a tramitação é a isenção do Imposto de Importação para medicamentos que não tenham versão similar disponível no Brasil.

Avaliação dos efeitos

A nova legislação prevê que o Ministério da Fazenda faça avaliações periódicas dos efeitos econômicos da isenção. A primeira análise deverá ocorrer três meses após a entrada em vigor da lei. Depois, as avaliações serão realizadas a cada seis meses.

Também haverá uma avaliação anual específica da política de isenção, com o objetivo de acompanhar impactos sobre emprego, renda, preços e indústria nacional.

As plataformas digitais e os operadores logísticos também terão novas obrigações. Entre elas estão mecanismos para identificar possíveis casos de subfaturamento, divisão artificial de encomendas e ocultação de remetentes, além de rastreamento dos vendedores, monitoramento de operações suspeitas, manutenção de registros e cooperação com a Receita Federal.

Durante a votação, parlamentares da oposição criticaram a medida e afirmaram que a isenção pode criar vantagem para produtos estrangeiros em relação aos fabricados no Brasil.

Com a aprovação pelo Senado, a proposta aguarda agora a sanção do presidente da República para ser convertida definitivamente em lei.

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