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Kaio Jorge é advertido pelo STJD e fica livre para jogar clássico contra o Atlético

Com a decisão, o jogador está liberado para atuar no clássico desta terça-feira (1º), às 21h, na Arena MRV, pelo confronto de volta

31/08/2026 às 14h55
Por: João Vitor Viana
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Reprodução
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O atacante Kaio Jorge, do Cruzeiro, recebeu uma advertência do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pela falta cometida sobre o zagueiro Ruan Tressoldi, do Atlético-MG, no primeiro jogo das quartas de final da Copa do Brasil. Com a decisão, o jogador está liberado para atuar no clássico desta terça-feira (1º), às 21h, na Arena MRV, pelo confronto de volta.

O julgamento ocorreu no início da tarde desta segunda-feira (31), na 5ª Comissão Disciplinar do STJD. Quatro dos cinco auditores votaram pela suspensão de uma partida, mas converteram a punição em advertência. Apenas Gustavo Lisboa defendeu uma pena de três jogos de suspensão. A decisão levou em consideração, entre outros fatores, o fato de Kaio Jorge não possuir punições anteriores por lances semelhantes contra adversários.

A jogada aconteceu logo no primeiro minuto do duelo de ida, disputado no Mineirão. Ruan Tressoldi subiu para disputar uma bola pelo alto, foi deslocado por Kaio Jorge e caiu de forma brusca, atingindo o pescoço e a cabeça contra o gramado. O árbitro marcou falta, mas não aplicou cartão ao atacante. O defensor precisou ser substituído aos 17 minutos e levado ao hospital para avaliação. Exames descartaram lesões graves.

Durante o julgamento, o médico do Atlético, Haroldo Christo Aleixo, afirmou que Ruan correu risco de sofrer uma lesão grave devido à forma como caiu. Segundo ele, o zagueiro perdeu o equilíbrio e não teve tempo para utilizar os braços como mecanismo de proteção, fazendo com que o impacto se concentrasse na região da cabeça e do pescoço.

A defesa do Atlético também contestou a interpretação apresentada pelos representantes do Cruzeiro. O advogado Rafael Libertuci classificou a ação de Kaio Jorge como uma agressão deliberada e afirmou que o lance não poderia ser comparado a outros episódios levados ao processo pela defesa cruzeirense. Em sua manifestação, chegou a definir a jogada como uma “tentativa de homicídio” e afirmou que "ninguém mais aguenta o Kaio Jorge". Ele ainda levou ao debate outros lances envolvendo Kaio Jorge, inclusive apertão de mão machucada de zagueiro atleticano. Por isso acabou tendo chamada sua atençã por "estar fugindo ao fato julgado".

Do outro lado, o advogado do Cruzeiro, Michel Assef Filho, argumentou que o julgamento deveria considerar a conduta do atacante, e não a forma como Ruan caiu, sustentando interpretação da lei, cuja conduta deve ser levada em consideração, não a consequência. A defesa apresentou outros lances considerados semelhantes, nos quais não houve punição. Segundo o representante do clube, a jogada seria uma falta de jogo e o movimento realizado por Kaio Jorge poderia ser caracterizado como uma “cama de gato”. Além disso, afirmou que "futebol é jogo de contato", que lamentava pelo atleta atleticano a consequência e que a interpretação do lance foi julgada em campo, inclusive pelo VAR, que sequer viram motivos para a expulsão. "Não fossem as consequências, nem estaríamos aqui", disse.

A Procuradoria do STJD também apresentou outros lances envolvendo Kaio Jorge em clássicos contra o Atlético, mas as provas foram rejeitadas pelo Tribunal. Com a advertência, o atacante poderá entrar em campo no confronto decisivo desta terça-feira (1º), que definirá um dos semifinalistas da Copa do Brasil. No primeiro jogo, as equipes empataram por 1 a 1, deixando a vaga em aberto para a partida na Arena MRV.

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