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Bolsa brasileira sobe 1,3% e fecha no maior nível em quase quatro meses

Ibovespa encerrou o pregão aos 179,7 mil pontos, impulsionado pela valorização do petróleo e das ações da Petrobras; dólar caiu 0,54% e terminou o dia cotado a R$ 5,15

02/09/2026 às 09h09
Por: Daniel Mendes
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Reprodução: Reuters
Reprodução: Reuters

O Ibovespa subiu 1,3% nesta terça-feira (1) e fechou aos 179.722 pontos, no maior nível em quase quatro meses. A alta ocorreu em meio à valorização do petróleo no mercado internacional, provocada pelo agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã, e foi puxada principalmente pelas ações da Petrobras.

Durante o pregão, o principal índice da Bolsa brasileira chegou a superar os 181 mil pontos pela primeira vez desde maio. Ao final do dia, o Ibovespa registrou o maior fechamento desde 12 de maio.

As ações da Petrobras, que estão entre as mais negociadas da B3, foram um dos principais motores da alta. Os papéis preferenciais da companhia avançaram 4,11%, enquanto as ações ordinárias subiram 4,14%, acompanhando a disparada das cotações do petróleo no exterior.

Petróleo sobe com tensão no Oriente Médio

O petróleo voltou a registrar forte valorização nesta terça-feira após os Estados Unidos anunciarem novos ataques contra alvos no Irã. O movimento aumentou as preocupações dos investidores em relação à oferta mundial da commodity, principalmente diante das tensões envolvendo o Estreito de Ormuz.

O barril do petróleo Brent, referência internacional, subiu 4,6%, para US$ 94,65. Já o petróleo WTI, negociado nos Estados Unidos, avançou 5,2%, encerrando o pregão a US$ 90,22.

A alta da commodity também beneficiou outras empresas brasileiras ligadas ao setor. No caso da Petrobras, o mercado ainda repercutiu o anúncio de aumento de 13,9% no preço médio de venda do querosene de aviação (QAV).

Outro dado que esteve no radar dos investidores foi o recorde da produção brasileira de petróleo. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o país chegou a produzir 4,5 milhões de barris por dia em julho.

O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,54%, vendido a R$ 5,153. Com o resultado, a moeda norte-americana passou a acumular desvalorização de 6,12% em relação ao real em 2026.

Bolsa brasileira contrasta com Wall Street

A alta registrada no Brasil ocorreu na contramão do mercado acionário norte-americano. Em Wall Street, o índice S&P 500, que reúne as ações das 500 maiores empresas dos Estados Unidos, terminou o dia com queda de 0,71%.

O movimento ocorreu em meio à alta dos rendimentos dos títulos de dez anos do Tesouro norte-americano, em um cenário de venda global desses papéis.

No Brasil, entretanto, a valorização do petróleo favoreceu as empresas do setor e ajudou a sustentar o avanço do Ibovespa, mesmo diante das incertezas provocadas pelo cenário internacional.

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