
O Cruzeiro terá dificuldades para montar o sistema defensivo no confronto contra o Vasco, neste sábado (29), pelo Campeonato Brasileiro. Com desfalques importantes no setor, o técnico Artur Jorge pode ter apenas dois zagueiros profissionais à disposição e já considera recorrer a uma promessa das categorias de base para completar as opções do elenco.
O jovem Kelvin Coutinho, de 20 anos, surge como candidato a ser relacionado pela primeira vez para uma partida oficial do time principal. Titular da equipe sub-20, o defensor vem sendo acompanhado de perto pela comissão técnica e já havia sido chamado por Artur Jorge para o amistoso contra o Grêmio, realizado em julho. É tratado internamente como uma joia do clube.
Kelvin chegou ao Cruzeiro em agosto de 2023, após passagem pelo São Bento. Antes disso, o jogador também atuou nas categorias de base de Fluminense e Marília-SP. O clube renovou recentemente o contrato do zagueiro até dezembro de 2029, com multa rescisória estipulada em 100 milhões de euros.
A necessidade de buscar alternativas está relacionada principalmente à ausência de Fabrício Bruno, que cumprirá suspensão no duelo contra o Vasco. Já Jonathan Jesus dificilmente terá condições de entrar em campo por causa de um problema no ombro esquerdo sofrido na partida contra o Atlético-MG. Até para resguardá-lo do jogo decisivo de terça-feira, na partida de volta contra o maior rival, pela Copa do Brasil, Jonathan sequer é especulado para o jogo de sábado. Com isso, a comissão técnica precisa administrar o elenco reduzido e evitar novos problemas antes do clássico.
No momento, João Marcelo e Lucas Villalba são os únicos zagueiros profissionais em plenas condições de atuar. A situação, porém, ganha um novo desafio porque Villalba vem sendo utilizado como lateral-esquerdo e também é cotado para começar como titular nessa posição diante do Vasco. Contudo, até pelo elenco celeste ser curto, Villalba poderia voltar a atuar de forma central, o que o desgastaria menos e Rojas voltaria à lateral.
O cenário ocorre justamente em um período de instabilidade defensiva do Cruzeiro. Após uma evolução importante no início do trabalho de Artur Jorge, a equipe passou a sofrer gols em seis partidas consecutivas, algo que não havia acontecido nos primeiros quatro meses do treinador no comando. A última vez que a Raposa terminou uma partida sem ser vazada foi no duelo contra a Chapecoense, pelas oitavas de final da Copa do Brasil.
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