
A Polícia Federal, em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), Receita Federal (RF) e a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, deflagaram nesta quinta-feira (13), uma operação para investigar um grupo empresarial suspeito de utilizar estrutura societária e financeira no exterior para ocultar a origem e a destinação de recursos provenientes da exploração de jogos de azar e apostas esportivas.
Nomeada Operação Arena, as ações buscam cumprir 17 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal da Paraíba, além de outras medidas como a quebra do sigilo telemático, bancário e também o sequestro de até R$ 1,1 bilhão, nos estados da Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná.
Antes das recentes alterações legislativas que passaram a permitir a exploração da atividade de apostas esportivas no Brasil, a partir de 2025, o grupo empresarial investigado alegava que era constituído no exterior (Costa Rica e Curaçao) para explorar a atividade. Contudo, essa prática poderia ter sido utilizada para conferir aparência de legitimidade às operações e justificar vultosas remessas internacionais de recursos.
Os elementos colhidos indicam que tais transferências não correspondiam a operações econômicas efetivas, funcionando, em tese, como mecanismo de blindagem patrimonial, evasão de divisas e ocultação da real destinação dos valores, propiciando, dessa forma, a lavagem de dinheiro.
As apurações tiveram início em 2022 a fim de investigar a atuação de pessoas físicas e jurídicas sediadas em Campina Grande/PB na comercialização de créditos de jogos online com sede formal no exterior, bem como na manutenção e exploração ilegal de sites de apostas esportivas no território nacional.
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