
O Brasil alcançou uma redução significativa nos alertas de desmatamento nos biomas Amazônia e Cerrado, apontam dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) , do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que é vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), divulgados nesta segunda-feira (10).
Segundo o balanço oficial, a queda foi impulsionada pela intensificação da fiscalização em campo promovida pelo Ibama e pelo ICMBio, combinada com a ampliação do monitoramento por satélite e a integração de inteligência entre órgãos federais e estaduais.
O uso de embargos remotos e o bloqueio de financiamentos para áreas irregulares também sufocaram as cadeias ilegais de degradação da terra. As frentes de fiscalização priorizaram áreas críticas de degradação recente para conter a expansão do corte raso de vegetação nativa.
As ações ostensivas de combate ao desmatamento se concentram nos estados da Amazônia Legal e nos municípios de maior pressão agrícola da região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), no Cerrado.
A retração dos índices responde à meta do Governo Federal de zerar o desmatamento ilegal até 2030, além de cumprir os compromissos climáticos internacionais assumidos pelo país. O resultado consolida a estratégia de aliar rigor fiscalizatório à inteligência territorial para assegurar a proteção da biodiversidade e a sustentabilidade no campo.
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