
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aprovou, nesta segunda-feira (10), uma série de mudanças nas regras do futebol brasileiro. As novas medidas serão aplicadas já na próxima rodada dos Campeonatos Brasileiros das Séries A e B, além da Série A1 do futebol feminino e da Copa do Brasil. A única exceção é a revisão pelo VAR de escanteios marcados de forma equivocada, que entrará em vigor apenas em 2027.
Entre as principais novidades está a chamada “Lei Vini Jr.”, que prevê cartão vermelho para jogadores que cobrirem a boca durante discussões ou provocações com adversários. A medida foi a mais debatida na reunião entre clubes e CBF e acabou aprovada por 26 votos a 14. A expulsão poderá ser aplicada independentemente de o árbitro ter ouvido o que foi dito, já que o gesto, por si só, será considerado uma infração.
Outra mudança importante envolve o combate à cera durante as partidas. O goleiro terá oito segundos para permanecer com a bola nas mãos, e, caso ultrapasse o limite, o adversário ganhará um escanteio, substituindo a antiga punição de tiro livre indireto. Também haverá limite de cinco segundos para cobranças de lateral e tiro de meta. Em situações de atraso proposital, a cobrança poderá ser revertida para o adversário e, em determinados casos, o responsável poderá receber cartão amarelo.
As novas regras também alteram procedimentos relacionados a substituições e atendimentos médicos. O jogador substituído terá até 10 segundos para deixar o campo pelo ponto mais próximo, sob pena de o substituto precisar aguardar um minuto para entrar. Nos casos em que um atleta precisar de atendimento médico e não houver uma situação grave ou exceção prevista, ele deverá permanecer fora do campo por um minuto após o reinício da partida. Quando o atendimento for para o goleiro, um jogador de linha da equipe também terá de ficar fora pelo mesmo período.
A CBF também adotará a regra que permite ao VAR revisar um segundo cartão amarelo quando a expulsão tiver ocorrido por um erro claro. Se a arbitragem confirmar que a punição foi equivocada, o cartão será cancelado e o jogador poderá continuar em campo. Outra medida determina que, quando o árbitro fizer um sinal específico, apenas os capitães poderão se aproximar para discutir decisões. O conjunto de mudanças tem como principal objetivo reduzir a cera e aumentar o tempo de bola rolando no futebol brasileiro, que apresenta média inferior à das principais ligas europeias.
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