
A semana começa com uma convenção que pode mexer diretamente no tabuleiro político de Minas Gerais. A Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, realiza nesta segunda-feira convenção estadual, e a expectativa é a qual cargo o nome de Marcelo Aro será confirmado: Senado ou ao governo de Minas?
Mais do que definir um nome, esse evento pode acelerar negociações que ainda estão travadas. Isso porque, faltando poucos dias para o fim do prazo das convenções, boa parte das chapas continua incompleta.
O PDT confirmou Alexandre Kalil como candidato ao governo, mas ainda não anunciou o vice. A expectativa é que essa indicação saia da Federação PSDB-Cidadania. O problema é que a federação fez sua convenção e não definiu candidatura ao governo, não anunciou apoio oficial a Kalil e também não bateu o martelo sobre a disputa ao Senado. Nem mesmo Aécio Neves deixou claro qual será seu papel na eleição.
O MDB confirmou Gabriel Azevedo como candidato ao Governo de Minas. A vice continua em aberto, mas o partido já decidiu que será uma mulher escolhida entre seus próprios quadros.
No domingo, foi a vez do PSD confirmar Matheus Simões como candidato ao governo. Também não definiu o vice. Romeu Zema participou da convenção, mas não indicou quem deverá compor a chapa. Dos dois nomes ao senado, somente o de Carlos Viana, que tentará a reeleição, foi confirmado.
Pelo PT, Patrus Ananias segue com a vaga de vice aberta. O PSB anunciou Jarbas Soares Júnior, mas ainda não esclareceu se ele disputará o Senado ou se poderá compor como vice. Até agora, a única candidatura efetivamente definida nessa composição é a de Marília Campos ao Senado.
E há ainda o capítulo mais curioso dessa eleição: o Republicanos. O partido diz que Cleitinho não é candidato ao Governo de Minas. Cleitinho diz exatamente o contrário e insiste que continua na disputa. Enquanto essa novela não termina, permanece uma das maiores dúvidas do processo eleitoral em Minas.
É por isso que a convenção da Federação União Progressista ganha tanta importância. Dependendo das decisões tomadas nesta segunda-feira, o quebra-cabeça eleitoral de Minas pode começar, finalmente, a ganhar forma.
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