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Anvisa proíbe importação, venda e uso da caneta emagrecedora T36

Produto não possui registro sanitário no Brasil e não teve segurança e eficácia avaliadas pela agência

16/09/2026 às 12h51
Por: João Vitor Viana
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Agência Brasil
Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, nesta quarta-feira (16), a importação, o armazenamento, a distribuição, a comercialização, a propaganda e o uso da caneta de GLP-1 denominada T36. O produto, fabricado no Paraguai e divulgado como caneta emagrecedora, não possui registro sanitário junto à agência.

De acordo com a Anvisa, a T36 não teve sua segurança e eficácia avaliadas no Brasil. A determinação está prevista na Resolução-RE nº 3.626/2026, publicada no Diário Oficial da União (DOU), e alcança pessoas físicas, empresas e veículos de comunicação envolvidos na divulgação ou comercialização do produto.

A decisão ocorre em meio à intensificação da fiscalização sobre medicamentos e produtos divulgados como canetas emagrecedoras. A agência tem adotado medidas contra a oferta de produtos sem registro sanitário e reforçado que medicamentos não podem ser comercializados livremente por sites ou outros canais que não estejam autorizados.

Outro alvo da Anvisa é o site Go Pharma, que teve a comercialização de canetas de GLP-1 expressamente proibida pela Resolução nº 3.480/2026, publicada em 8 de setembro. Segundo a agência, a plataforma anunciava medicamentos sem registro no Brasil à base de tirzepatida e produtos que alegavam ter como princípio ativo a retatrutida.

A Anvisa também esclarece que a retatrutida ainda não possui registro para uso em nenhum país do mundo. Entre os produtos anunciados pelo site estão T.G. 15 mg, Tirzec 15 mg e Lipoless MD 15 mg. Alguns deles já haviam sido alvo de determinações anteriores que proibiam seu ingresso no território brasileiro.

Além da proibição da comercialização, distribuição, importação, propaganda e uso, a determinação relacionada aos produtos anunciados pelo site prevê a apreensão dos itens. As medidas fazem parte das ações de fiscalização adotadas pela Anvisa para impedir a circulação de produtos sem regularização sanitária.

A agência reforça que a venda de medicamentos no Brasil é privativa de farmácias e drogarias regularizadas, por meio de estabelecimentos físicos ou de seus sites e canais digitais oficiais. Segundo a Anvisa, sites que não se enquadram nessas condições não podem comercializar medicamentos, independentemente da finalidade alegada para o produto.

A Anvisa alerta ainda para os riscos da aquisição de medicamentos fora dos canais oficiais. Produtos comercializados irregularmente não oferecem garantia de procedência, composição ou condições adequadas de armazenamento e conservação, fatores que podem comprometer a qualidade, a segurança e a eficácia do medicamento.

As medidas adotadas pela agência, segundo o órgão, têm como objetivo proteger a saúde da população e prevenir riscos relacionados ao consumo de produtos sem avaliação e regularização sanitária no país.

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