
O Samu-BH iniciou a capacitação dos profissionais assistenciais para a aplicação de um novo protocolo voltado ao atendimento de emergências em saúde mental. A iniciativa busca padronizar condutas, ampliar a capacidade de identificação precoce de sinais e sintomas e garantir intervenções mais rápidas e adequadas durante os atendimentos.
O Protocolo em Atendimentos a Agravos da Saúde Mental foi elaborado pelo próprio Samu-BH e estabelece orientações para situações como crises de saúde mental, comportamentos agressivos e ideação suicida. A proposta é intervir de forma oportuna para estabilizar o paciente e, quando possível, evitar agravamentos do quadro e internações desnecessárias.
Com a criação do protocolo, o Samu-BH se torna pioneiro no Brasil na elaboração de uma ferramenta própria para orientar o atendimento pré-hospitalar de casos de saúde mental. Segundo o gerente do serviço, Bruno Maia, a capacitação também reforça a importância da segurança durante as ocorrências, tanto para os pacientes quanto para as equipes que atuam em situações de maior complexidade.
Outro objetivo do treinamento é garantir que os profissionais adotem procedimentos semelhantes diante de situações com características distintas. A padronização busca proporcionar uma resposta técnica e, ao mesmo tempo, humanizada, desde o primeiro contato com a pessoa em sofrimento psíquico.
A capacitação também aborda princípios como dignidade, ética, autonomia, sigilo e preservação da integridade física e emocional dos pacientes. A orientação é que as decisões e os manejos clínicos sejam conduzidos sem preconceitos ou julgamentos, contribuindo para um atendimento mais acolhedor e respeitoso.
De acordo com Bruno Maia, o treinamento também reforça a importância da inclusão e da autonomia dos pacientes. A abordagem humanizada pode facilitar a continuidade do cuidado e o encaminhamento para os serviços da rede de saúde responsáveis pelo acompanhamento após o atendimento de urgência.
O Samu Macrocentro BH conta atualmente com 1.082 profissionais que atuam na área assistencial. A regulação das ambulâncias é realizada pela capital mineira, que também responde pela regulação pré-hospitalar de 23 municípios e por uma área que reúne quase 4 milhões de habitantes.
A estrutura é formada por 35 bases descentralizadas, distribuídas estrategicamente pelos municípios, além de uma Central de Regulação de Urgência. As unidades conveniadas são responsáveis pela manutenção de suas próprias ambulâncias e bases físicas, incluindo os custos financeiros e operacionais.
Nesse modelo, a capital concentra a inteligência estratégica e a tomada de decisões relacionadas à regulação dos atendimentos em todo o território. A capacitação em saúde mental integra esse esforço de qualificação do serviço e busca garantir que as equipes tenham conhecimento técnico para agir de maneira segura, padronizada e humanizada diante de situações de emergência.
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