
O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou neste domingo (2) a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição durante convenção nacional realizada no Expo Center Norte, em São Paulo. O evento também confirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) na chapa e reuniu lideranças dos partidos que formarão a coligação de apoio ao presidente nas eleições de 2026.
A aliança será composta por PT, PSB, PDT, PV, PCdoB, PSOL e Rede, reunindo, pela primeira vez desde 1989, todas as principais siglas da esquerda e do campo progressista em torno de uma única candidatura presidencial no primeiro turno. O ato também marcou o início oficial da campanha, embora a propaganda eleitoral só possa começar em 16 de agosto. Na mesma data, a campanha realizará um grande evento em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, cidade onde Lula iniciou sua trajetória política e sindical.
Durante o discurso, Lula fez um apelo para que a militância mantenha o foco na campanha e evite clima de "já ganhou". O presidente afirmou que a disputa será difícil e pediu mobilização dos apoiadores em todo o país. "A guerra ainda não começou", declarou, acrescentando que a campanha exigirá diálogo com a população e defesa do legado do governo.
O presidente também voltou a defender a soberania nacional e afirmou que o Brasil deve preservar o controle sobre riquezas estratégicas, como as reservas de terras raras. Lula prometeu ampliar investimentos em áreas como defesa, desenvolvimento industrial e infraestrutura, destacando que o país deve explorar seus recursos de forma independente.
Outro momento de destaque da convenção foi a participação da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, que discursou antes do presidente e reforçou a campanha nacional de combate ao feminicídio. Geraldo Alckmin também falou aos militantes e defendeu a continuidade do projeto político liderado por Lula, destacando ações do governo na economia, geração de empregos e programas sociais.
Esta será a sétima vez que Lula disputará a Presidência da República. O petista foi derrotado nas eleições de 1989, 1994 e 1998, venceu os pleitos de 2002 e 2006, retornou ao Palácio do Planalto em 2022 e agora busca um quarto mandato. Aos 80 anos, aliados avaliam que esta pode ser sua última campanha presidencial.
Os partidos têm até 15 de agosto para registrar oficialmente as candidaturas na Justiça Eleitoral. A propaganda eleitoral terá início no dia 16 de agosto, conforme o calendário definido pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Na corrida pelo Palácio do Planalto, Lula enfrentará adversários já oficializados por seus partidos, entre eles o senador Flávio Bolsonaro (PL); o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD); o influenciador digital, Renan Santos (Missão); e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). As campanhas entram agora na fase de organização dos atos públicos e definição das estratégias para o primeiro turno das eleições.
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