
O MDB oficializou, neste sábado (1º), Gabriel Azevedo como candidato ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. O anúncio ocorreu na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), onde o emedebista chegou acompanhado do presidente estadual da legenda, Newton Cardoso Júnior, e apresentou algumas das bandeiras que pretende defender durante a disputa pelo Palácio Tiradentes.
Durante o evento, Gabriel afirmou que o cargo de vice-governadora em sua chapa será ocupado por uma mulher. Segundo ele, a escolha representa o compromisso de ampliar a participação feminina na política mineira. "A mulher é maioria e precisa ter protagonismo na política de Minas Gerais", declarou. O nome da possível candidata, no entanto, ainda não foi divulgado. Contudo, a tendência é que seja da própria legenda, com o nome sendo escolhido por meio de uma comissão do partido.
Em seu discurso, o candidato também buscou reforçar a identidade histórica do MDB e fez críticas aos extremos do cenário político atual. "Nós aqui no MDB temos nojo. Ódio e nojo à ditadura! (...) O nosso compromisso não é com as bolhas, não é com os extremismos ou com seitas de malucos. Não, o nosso compromisso é com o povo", afirmou.
Gabriel Azevedo ainda direcionou críticas a possíveis adversários na disputa estadual. Ao citar o cenário eleitoral, afirmou que "aqui tem um candidato de verdade", em referência ao senador Cleitinho Azevedo, que também é apontado como pré-candidato ao governo de Minas, embora trave uma briga interna dentro do próprio partido, o Republicanos.
Na área econômica, o emedebista criticou a possibilidade de privatização da Cemig e afirmou que pretende defender os ativos estratégicos do Estado. "Eu não serei aquele que rasgará o legado do MDB. Eu não serei aquele que privatizará a Cemig. Eu serei aquele que defenderá os ativos das nossas Minas Gerais", declarou. Segundo ele, a responsabilidade fiscal deve estar associada a políticas voltadas à população. "Cuidar das contas é cuidar das pessoas. Responsabilidade fiscal não é frieza, gente. Frieza é prometer o que não se cumpre", completou.
O candidato também criticou a concessão de benefícios fiscais durante a atual gestão estadual, ao afirmar ser contrário a incentivos destinados a grupos específicos, em uma referência ao ex-governador Romeu Zema. Gabriel defendeu mais transparência e critérios na política de renúncia fiscal de Minas Gerais.
Durante o lançamento da candidatura, Gabriel Azevedo exaltou ainda os legados de lideranças históricas do MDB mineiro, como o ex-governador Newton Cardoso e o ex-presidente da República Itamar Franco. Com a confirmação do nome para a disputa, o MDB entra oficialmente na corrida pelo governo estadual e inicia as articulações para formação da chapa e alianças para as eleições de 2026.
Com informações do jornalista Elias Fernandes
(*) Em atualização
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