
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) apresentou denúncia contra a diarista Paola Stefany Neto Cirino por latrocínio cometido contra Cláudio Atala Inácio e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala, em um apartamento no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte.
Segundo o órgão, o casal foi assassinado para que a acusada pudesse roubar dinheiro, joias, relógios, cartões bancários e outros bens das vítimas. A denúncia do MP ainda aponta fraude processual e furto mediante fraude e também pediu o aprofundamento das investigações sobre um primo de Maria Clotilde, além de requerer acordos de não persecução penal para três investigados por receptação.
De acordo com a denúncia, Paola trabalhava como diarista no apartamento do casal e percebendo a condição financeira do casal, ela planejou o crime e utilizou comprimidos de clonazepam para dopar as vítimas.
Segundo a acusação, o medicamento foi misturado em um suco para dopar as vítimas para que os dois ficassem sonolentos e sem capacidade de reação. Enquanto a diarista recolhia os objetos de valor do apartamento, Claudio levantou e a questionou, nesse instante, ela teria pegado uma faca da cozinha e atacou o idoso com 43 golpes na face, no peito e no abdômen.
A denúncia afirma que uma das facadas transfixou o coração da vítima e que Cláudio ainda tentou se defender com as mãos, sofrendo lesões típicas de defesa antes de morrer em decorrência de politraumatismo perfurocortante.
Ainda de acordo com o Ministério Público, a acusada decidiu matar Maria Clotilde. Inicialmente, ela tentou asfixiar a idosa com uma almofada embebida com um solvente químico. A vítima resistiu e recebeu pelo menos 15 facadas na face, pescoço, tórax e mão direita. A causa da morte também foi apontada como politraumatismo perfurocortante.
Depois dos assassinatos, o MP ainda afirmou na denúncia que a diarista recolheu mais de R$ 19 mil em dinheiro, joias, relógios de luxo, celulares, perfumes, roupas, cartões bancários e outros objetos do casal.
Logo em seguida, segundo a denúncia, ela tentou eliminar todos os vestígios do crime, inclusive limpando a faca utilizada. Ela então trocou de roupa, descartou a blusa cheia de sangue em uma caçamba antes de seguir rumo ao centro de Belo Horizonte para vender parte dos bens roubados.
Por lá, ela foi a um restaurante, local onde passou o cartão do idoso na máquina. O dono do estabelecimento ficou com 40% do valor e foi indiciado por furto mediante fraude.
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