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Servidor é denunciado por cobrar R$ 500 para realizar enterro em cemitério público em MG

Segundo o MP, funcionário exigiu pagamento via Pix por serviço gratuito custeado pela prefeitura

30/07/2026 às 09h55
Por: Cristiane Cirilo
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Reprodução
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Um servidor municipal que atuava como zelador do cemitério público de Senhora dos Remédios, no Campo das Vertentes, foi denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por cobrar R$ 500 de uma família para a realização de um sepultamento. O serviço é gratuito e mantido pela prefeitura.

De acordo com a Promotoria de Justiça de Barbacena, o caso ocorreu em janeiro deste ano. A família, em um momento de luto, acreditou que a cobrança era oficial e fez o pagamento por meio de Pix para a conta do funcionário.

As investigações apontaram que o município não cobra qualquer valor pelo serviço. Diante disso, o Ministério Público denunciou o servidor por corrupção passiva e solicitou o afastamento imediato do cargo. O nome do investigado não foi divulgado.

Em Ação Civil Pública (ACP), o MPMG também pediu a perda da função pública, a suspensão dos direitos políticos, a devolução do valor cobrado, além do pagamento de multa e indenização por danos morais à família.

Segundo o promotor de Justiça Vinicius de Souza Chaves, responsável pelo caso, o servidor se aproveitou da função para obter vantagem indevida em um momento de vulnerabilidade da família, o que agrava a situação.

Prefeitura se manifesta

Em nota, a Prefeitura de Senhora dos Remédios informou que, ao tomar conhecimento dos fatos, adotou as medidas administrativas necessárias para apurar o caso, conforme previsto no Estatuto dos Servidores Públicos Municipais.

A administração destacou que a investigação seguirá o devido processo legal, com garantia de ampla defesa, e que eventuais irregularidades serão punidas conforme a legislação vigente. Ressaltou ainda que não compactua com práticas ilegais e reafirmou que os serviços de sepultamento realizados por servidores públicos não podem ser condicionados a qualquer tipo de pagamento direto.

Por fim, o município declarou confiar na atuação do Ministério Público e informou que o caso será analisado pela Justiça na Comarca de Barbacena, respeitando a presunção de inocência.

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